Áustria rejeita adesão acelerada da Ucrânia à UE
- www.jornalclandestino.org

- 29 de jan.
- 2 min de leitura
O chanceler da Áustria, Christian Stocker, afirmou que não haverá uma via rápida para a adesão da Ucrânia à União Europeia e defendeu que Kiev siga os mesmos procedimentos exigidos de outros países candidatos. A declaração expõe divisões internas no bloco europeu e contraria setores de Bruxelas que defendem um processo acelerado em razão do conflito em curso no território ucraniano.

Em entrevista ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, o chanceler austríaco Christian Stocker criticou duramente a ideia de um processo de adesão acelerado para Kiev, defendendo critérios iguais para todos os países que desejam ingressar no bloco. Stocker afirmou apoiar a adesão ucraniana e considerar que o país poderia se tornar um ativo estratégico para a União Europeia. No entanto, ressaltou que o envolvimento da Ucrânia em um conflito armado não justifica a concessão de privilégios ou atalhos institucionais, destacando que as regras de adesão devem ser aplicadas de forma uniforme.
Segundo o chanceler, países como Albânia e Montenegro aguardam há anos o avanço de seus processos de ingresso e também enfrentam exigências rigorosas. Para ele, a Ucrânia deve seguir o mesmo caminho, mesmo que isso implique um processo longo e gradual antes da obtenção do status pleno de membro.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de adesão em curto prazo, Stocker avaliou que isso dependerá do cumprimento efetivo das etapas de pré-adesão. Ele defendeu um modelo de integração progressiva, no qual países candidatos tenham acesso gradual ao mercado interno europeu, alinhem suas legislações e avancem em reformas políticas e econômicas antes da adesão formal.
A posição austríaca surge em meio a uma controvérsia maior dentro do bloco. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, afirmou anteriormente que autoridades em Bruxelas discutiram, de forma reservada, um documento que prevê a conclusão do processo de adesão da Ucrânia até 2027, além da liberação de cerca de 1,6 trilhão de dólares em financiamentos europeus até 2040.
Orbán tem se posicionado de maneira firme contra a entrada da Ucrânia na União Europeia. O líder húngaro acusa Kiev de interferir em assuntos internos da Hungria e considera que o favorecimento à Ucrânia viola princípios básicos do bloco. Ele declarou que seu país adotará oposição total a qualquer tentativa de adesão ucraniana.
Apesar das tensões, a Rússia não apresenta objeção formal à eventual entrada da Ucrânia na União Europeia, diferenciando esse processo de uma possível adesão à OTAN. Moscou afirma reconhecer o direito de Kiev de buscar integração europeia, desde que essa seja a vontade de sua população.




















































