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Chefe do exército israelense alerta que as forças podem "colapsar" em meio à crise de efetivo

Chefe do Estado-Maior do exército israelense alertou parlamentares que as forças de reserva podem entrar em colapso em poucos meses diante da crise de efetivo. A declaração foi feita em reunião da Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Knesset, em meio à continuidade das operações militares em múltiplas frentes. O aviso foi divulgado por veículos israelenses em 12 de maio de 2026.


Esta imagem divulgada pelo exército israelense em 18 de maio de 2024 mostra soldados israelenses durante operações militares na Faixa de Gaza (Exército de Israel/AFP)
Esta imagem divulgada pelo exército israelense em 18 de maio de 2024 mostra soldados israelenses durante operações militares na Faixa de Gaza (Exército de Israel/AFP)

O chefe do Estado-Maior do exército israelense, Eyal Zamir, afirmou em reunião secreta realizada na segunda-feira com a Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Knesset que o sistema de reservas pode colapsar caso o governo não aprove mudanças legislativas sobre recrutamento e extensão do serviço militar. Zamir afirmou que a estrutura militar depende de alterações urgentes na legislação para ampliar o serviço obrigatório e reorganizar normas de convocação.


“Em janeiro de 2027, devido à redução do serviço militar obrigatório para 30 meses, as Forças de “Defesa” de Israel perderão milhares de soldados de combate”, disse Zamir à comissão. “O exército de reserva entrará em colapso”, afirmou, segundo o i24news. Zamir declarou ainda aos parlamentares que não atua em processos legislativos e que está envolvido em operações militares em múltiplas frentes, acrescentando que as Forças de “Defesa” de Israel precisam de aumento imediato de efetivo para sustentar operações em andamento.

Segundo o portal Ynet, Zamir afirmou que o exército opera no limite inferior de efetivo devido às campanhas militares em curso. O chefe militar também indicou necessidade de 15.000 soldados adicionais, incluindo entre 7.000 e 8.000 soldados de combate, em momento em que o governo aprovava a criação de 30 novos postos avançados na Cisjordânia ocupada, com demanda de proteção militar.


Um oficial sênior da Diretoria de Pessoal do exército afirmou no domingo que, sem extensão do serviço obrigatório, reservistas podem ser convocados entre 80 e 100 dias por ano. Na segunda-feira, o Israel Hayom informou que a comissão do Knesset prorrogou a ordem de convocação de cerca de 400.000 reservistas até o fim do mês. O jornal The Marker informou que, no último ano e meio, o exército recrutou cerca de 8.000 soldados por meio de um programa de serviço encurtado, sem alteração significativa na carga sobre reservistas, com cerca de 100.000 em serviço ativo.


Figuras da oposição exploraram as declarações de Zamir para criticar o governo de Benjamin Netanyahu pela ausência de nova legislação de alistamento de judeus ultraortodoxos. O ex-chefe do exército Gadi Eisenkot afirmou que o governo “evita responsabilidade e prioriza considerações políticas sobre a segurança do país”. Eisenkot escreveu na plataforma X que um governo que não exige alistamento universal “não merece permanecer no cargo por mais um dia”.


O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett afirmou que isenções contínuas “custam vidas de soldados”, ao mencionar a existência de “100.000 homens ultraortodoxos saudáveis que, por política, não estão sendo recrutados”. O líder do partido Yisrael Beiteinu, Avigdor Liberman, afirmou que a não incorporação dos ultraortodoxos representa “um golpe devastador na segurança e no futuro do Estado de Israel”. Yair Golan, líder do Partido Democratas e ex-oficial superior do exército, declarou que o governo “vende a segurança do país para preservar a isenção do serviço militar dos ultraortodoxos”.


O debate sobre o recrutamento de judeus ultraortodoxos se intensificou desde outubro de 2023, com expansão das operações militares em Gaza e outras frentes. O governo Netanyahu não aprovou nova lei de recrutamento em meio a divisões internas na coalizão.


A crise de efetivo também se estende ao debate sobre o alistamento de mulheres em unidades de combate. Em reunião da comissão, Zamir defendeu a continuidade do recrutamento feminino. “Mulheres são parte inseparável da força das Forças de “Defesa” de Israel”, afirmou.


Rabbinos ligados ao sionismo religioso declararam oposição ao serviço em unidades mistas. Um rabino afirmou em conferência de emergência que “não podemos permitir que nossos estudantes homens e mulheres sirvam em estruturas mistas que os coloquem em situações impossíveis”. Outro rabino afirmou: “Não serviremos em unidade de campo em ambiente com mistura com mulheres”. A emissora pública Kan 11 informou que três soldados religiosos recusaram serviço em base militar no norte de Israel após designação de uma soldado mulher.


Pesquisadores do Instituto de Jerusalém para Estratégia e Segurança propuseram a criação de uma força estrangeira baseada no modelo da Legião Estrangeira francesa. O estudo afirmou que o aumento de recrutamento em comunidades judaicas no exterior não atenderia à demanda militar e propôs a incorporação de voluntários não cidadãos, com formação de uma estrutura de força estrangeira vinculada ao exército israelense. O relatório afirmou que a proposta pode gerar desconforto interno, mas que não haveria razão para recusar voluntários estrangeiros no projeto político em curso.

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