Nova marcha universitária expõe desgaste do governo Milei diante de cortes na educação
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Argentina registra mobilização universitária nacional contra cortes no orçamento do ensino superior. A convocação envolve estudantes, docentes, trabalhadores técnico-administrativos e autoridades universitárias. A marcha ocorre em meio à suspensão da Lei de Financiamento Universitário pelo Poder Executivo.

A Argentina voltou às ruas na terça-feira, 12 de maio de 2026, em defesa das universidades públicas. Trata-se da quarta marcha federal universitária em pouco mais de dois anos, com atos em diferentes cidades e concentração na Plaza de Mayo, em Buenos Aires. A mobilização ocorre sob convocação do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), federações docentes, sindicatos e organizações estudantis como a Federação Universitária Argentina (FUA).
As organizações apresentam como pauta a aplicação da Lei de Financiamento Universitário, aprovada pelo Congresso em 2025 e não executada pelo Poder Executivo. O governo de Javier Milei suspendeu a aplicação da lei por decreto, mesmo após rejeição do veto presidencial pelo Congresso. O texto legal prevê recomposição salarial de 51%, enquanto a proposta do governo estabelece 12,3% de reajuste, dividido em parcelas.
O Conselho Interuniversitário Nacional registra redução de 45,6% nas transferências para universidades públicas desde 2023. O mesmo levantamento aponta perda salarial docente próxima de 40%. Os dados indicam que a inflação acumulada supera os reajustes aplicados no período.
As instituições universitárias relatam demissões e renúncias de docentes associadas ao nível dos salários. O conjunto de universidades públicas opera sob restrições orçamentárias após a interrupção da aplicação da lei de financiamento aprovada no Congresso argentino.



































