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Irã reabre bases de mísseis após ataques dos EUA e Israel

Relatórios da inteligência estadunidense apontam que o Irã recuperou acesso à maior parte de suas instalações de mísseis e estruturas subterrâneas atingidas durante a ofensiva iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel. Documentos citados pelo The New York Times indicam que Teerã mantém cerca de 70% de seus lançadores móveis e de seu estoque de mísseis anterior à ofensiva militar.


Mulheres passam por um veículo lançador de míssil balístico em Teerã, em 11 de fevereiro de 2026, durante um ato que marcou o 47º aniversário da Revolução Islâmica de 1979. (Foto por AFP via Getty Images)
Mulheres passam por um veículo lançador de míssil balístico em Teerã, em 11 de fevereiro de 2026, durante um ato que marcou o 47º aniversário da Revolução Islâmica de 1979. (Foto por AFP via Getty Images)

Segundo a reportagem publicada pelo The New York Times na terça-feira, as avaliações confidenciais produzidas no início de maio mostram que o Irã restabeleceu acesso operacional a 30 dos 33 locais de mísseis instalados ao longo do Estreito de Ormuz. A região concentra uma das principais rotas de circulação de petróleo e gás natural liquefeito do planeta, responsável pela passagem de cerca de um quinto do comércio global desses recursos.


As informações reunidas pelas agências de inteligência militar estadunidenses indicam que as forças iranianas voltaram a utilizar estruturas subterrâneas para armazenamento, movimentação e lançamento de mísseis. Fontes consultadas pelo jornal afirmaram que o Irã desloca armamentos por meio de lançadores móveis instalados em túneis e bases subterrâneas, permitindo o disparo direto dessas plataformas em determinados pontos.


As avaliações mencionadas pelo jornal apontam que aproximadamente 90% das instalações subterrâneas iranianas estão “parcial ou totalmente operacionais”. As conclusões foram produzidas a partir de imagens de satélite, interceptações eletrônicas e monitoramento militar conduzido por agências de inteligência estadunidenses.


O relatório descreve cenário distinto da narrativa apresentada pela Casa Branca desde o início da ofensiva militar contra o Irã. Após a publicação da reportagem, a Casa Branca reagiu às informações divulgadas pelo The New York Times. Um porta-voz do governo afirmou que o Irã havia sido “derrotado” e declarou que qualquer pessoa que considere que Teerã reconstituiu suas forças armadas “está delirando ou é porta-voz” do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.


Joel Valdez, secretário de imprensa interino do Pentágono, atacou o jornal e afirmou: “É vergonhoso que o The New York Times e outros estejam agindo como agentes de relações públicas do regime iraniano para pintar a Operação Epic Fury como algo diferente de uma conquista histórica”.

O Washington Post publicou avaliação semelhante na semana anterior. Segundo o jornal estadunidense, documentos de inteligência apontam que o Irã preservou cerca de 75% de seus lançadores móveis de mísseis e aproximadamente 70% de seu arsenal anterior à ofensiva militar iniciada em fevereiro.


As informações divulgadas pelos dois jornais também expõem dificuldades logísticas enfrentadas pelas forças armadas estadunidenses após semanas de ataques. O The New York Times informou que os Estados Unidos reduziram seus estoques de munições estratégicas, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk, interceptores Patriot e sistemas terrestres MGM-140 e Precision Strike.


Donald Trump e integrantes do governo negaram que os arsenais tenham atingido níveis considerados críticos. Em depoimento a uma subcomissão de apropriações da Câmara dos Representantes na terça-feira, Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, declarou: “Temos munições suficientes para o que nos foi incumbido neste momento”.


Donald Trump
Donald Trump

O jornal também informou que militares estadunidenses decidiram selar entradas de instalações subterrâneas iranianas em vez de destruir completamente parte das estruturas. A decisão teria sido influenciada pela limitação de bombas antibunker disponíveis nos arsenais estadunidenses.


Segundo o The New York Times, planejadores militares buscaram preservar parte do estoque de munições para cenários de confronto envolvendo China e Coreia do Norte. Algumas bombas antibunker foram utilizadas contra instalações subterrâneas iranianas, mas operações de destruição total teriam sido evitadas devido às restrições logísticas.


Relatórios anteriores apontaram que os Estados Unidos utilizaram cerca de 1.100 mísseis de cruzeiro furtivos de longo alcance durante a ofensiva contra o Irã. O número corresponde ao total aproximado restante desse tipo de armamento no arsenal estadunidense.


As forças armadas estadunidenses também utilizaram cerca de 1.300 mísseis interceptores Patriot durante as operações militares. Segundo os dados publicados pelo The New York Times, esse volume supera dois anos da produção prevista para 2025.

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