Cuba aposta em energia renovável para romper dependência imposta pelo cerco externo
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, afirmou nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, que o país deve priorizar sua base própria de energias renováveis diante da atual crise energética. A declaração foi feita em Havana, durante entrevista coletiva transmitida pelo canal oficial da Presidência no YouTube. Segundo Díaz-Canel, a estratégia integra o plano energético nacional e busca reduzir vulnerabilidades estruturais agravadas por sanções externas. O presidente anunciou o início da geração de eletricidade por novas usinas solares ainda no primeiro trimestre do ano.

“Na atual situação energética difícil, Cuba deve contar com suas próprias forças e recursos, com fontes renováveis de energia”, declarou Díaz-Canel.
De acordo com o presidente, a orientação não é conjuntural, mas parte de uma concepção estratégica definida no planejamento estatal para enfrentar bloqueios econômicos, restrições financeiras e sabotagens indiretas ao abastecimento energético.
Díaz-Canel informou que as usinas solares em construção em diferentes regiões do país começarão a operar entre fevereiro e março de 2026. A previsão oficial é de geração inicial de 26 megawatts em fevereiro e 58 megawatts em março, com ampliação progressiva ao longo do ano. “Planejamos produzir 26 MW em fevereiro, 58 MW em março e manter esse ritmo”, afirmou.
A expansão da energia solar ocorre em um contexto de dificuldades estruturais no setor elétrico cubano, agravadas pelo bloqueio econômico imposto há décadas pelos Estados Unidos, que limita o acesso a combustíveis, tecnologia e financiamento internacional. Ao reforçar o uso de fontes renováveis, o governo cubano busca reduzir a dependência externa e fortalecer a soberania energética em meio a um cenário internacional marcado por pressões geopolíticas e coerção econômica.
Para Havana, a transição energética não se resume a uma resposta técnica à crise, mas a uma escolha política diante de um sistema internacional que penaliza países que se recusam a se submeter à lógica imperial. A aposta em energias renováveis, segundo o governo, representa um passo concreto para garantir estabilidade, autonomia e segurança energética à população cubana.









































