Israel condena estudante e prende colonos por espionagem ao Irã
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O Judiciário israelense condenou, em 5 de fevereiro de 2026, um estudante de 22 anos a três anos de prisão por espionagem ao Irã, enquanto forças de segurança anunciaram a prisão de outros dois colonos sob acusações semelhantes. A sentença foi proferida pelo Tribunal Distrital de Al-Quds (Jerusalém) contra Elimelech Stern, aluno do Instituto Yeshiva em Beit Shemesh, acusado de manter contato com um agente estrangeiro e conspirar para criar uma ameaça à segurança do Estado. A decisão incluiu ainda multa de 10.000 shekels, conforme informou o Times of Israel. Autoridades judiciais reconheceram a gravidade do crime, mas classificaram a pena como “relativamente leve” por atribuírem a motivação do réu a razões econômicas, não ideológicas.

Segundo o Times of Israel, citando o juiz responsável pelo caso, “o crime pelo qual o réu foi condenado é grave e tem um alto potencial para prejudicar a segurança de Israel e minar sua existência”. Ainda assim, o magistrado sustentou que o contexto financeiro das ações influenciou a dosimetria da pena. Stern foi acusado de realizar, em 2024, diversas missões para um agente da inteligência iraniana em troca de pagamentos, caracterizando, segundo a acusação, relações com agente estrangeiro e conspiração para ameaça à segurança.
No mesmo dia da divulgação da condenação, o serviço de segurança Shin Bet e a polícia israelense anunciaram a prisão de outros dois colonos israelenses, ambos na faixa dos 20 anos e residentes da região de Jerusalém, detidos em janeiro de 2026. De acordo com o comunicado oficial, os suspeitos “se comunicavam com agentes iranianos e realizavam tarefas designadas em troca de pagamentos financeiros”, mesmo tendo conhecimento da identidade da outra parte. As autoridades não divulgaram os valores envolvidos nem detalhes operacionais, alegando razões de segurança.
O jornal Israel Hayom tratou o episódio como parte de uma “crise da espionagem israelense para o Irã”, apontando uma infiltração persistente da inteligência iraniana em setores sensíveis da entidade sionista. Para o veículo, o acúmulo de casos indica um problema estrutural que vai além de episódios isolados e expõe vulnerabilidades internas historicamente negadas pelo discurso oficial.
A própria mídia israelense reconheceu que dezenas de militares israelenses foram presos sob acusações de espionagem para Teerã desde o início da ofensiva israelense de 12 dias contra o Irã, em junho. Embora autoridades tentem minimizar a dimensão do fenômeno, o volume de prisões revela um padrão recorrente que corrói o mito da invulnerabilidade do aparato de segurança israelense e evidencia contradições profundas em um Estado que se apresenta como fortaleza cercada, mas enfrenta infiltrações a partir de seu próprio interior.









































