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Cúpula da União Africana exige Estado palestino na ONU e denuncia genocídio em GazaA

Realizada na capital da Adis Abeba, a cúpula marcou a 39ª sessão da União Africana e adotou como tema central “Garantir a disponibilidade sustentável de água potável e sistemas de saneamento para alcançar os objetivos da Agenda 2063”. Ainda assim, o genocídio imposto à população palestina desde 7 de outubro de 2023 dominou as deliberações políticas. No texto final, os chefes de Estado e de governo defenderam que a adesão plena da Palestina à ONU corresponde ao “direito legítimo do povo palestino à autodeterminação e ao fim da ocupação”, alinhando-se à maioria dos países da comunidade internacional que reconhecem o Estado palestino.


Foto: @mahmoudhamda
Foto: @mahmoudhamda

A declaração condena “veementemente qualquer tentativa de deslocar à força a população palestina”, advertindo que tal prática constitui violação grave do direito internacional. Os líderes africanos também alertaram para a deterioração da situação humanitária na Faixa de Gaza, submetida a bloqueio prolongado e restrições à entrada de ajuda médica e humanitária. Segundo o documento, a limitação de socorro e assistência coloca “em risco a vida de milhões de civis”, em um cenário já marcado por devastação estrutural e colapso dos serviços básicos.


Representando o presidente palestino Mahmoud Abbas, o primeiro-ministro Mohammad Mustafa afirmou durante a cúpula que a realidade na Cisjordânia “reflete as condições atuais em Gaza”. Ele declarou que o regime israelense continua a expandir assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional e a proteger colonos envolvidos em violência contra palestinos. A participação palestina teve como objetivo ampliar o respaldo político africano à causa nacional e fortalecer a pressão diplomática por reconhecimento internacional.


Além da Palestina, a cúpula dedicou parte de suas discussões à crise no Sudão, país mergulhado em guerra interna desde abril de 2023. O comunicado final insta as partes em confronto a adotarem “uma trégua humanitária urgente que conduza a um cessar-fogo geral”, diante do agravamento da catástrofe social e do deslocamento de milhões de sudaneses. Ao associar a defesa da autodeterminação palestina ao chamado por paz no Sudão, a União Africana sinaliza que não pretende restringir seu papel a fóruns protocolares, mas afirmar uma posição política própria frente às crises que atravessam o Sul Global — frequentemente moldadas ou agravadas por intervenções externas e disputas geopolíticas que extrapolam o continente.

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