Após polêmica com criança que não deve ser esquecida, Dalai Lama disputa Grammy 2026
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- 31 de jan.
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Aos 90 anos, Tenzin Gyatso, o Dalai Lama, recebeu pela primeira vez uma indicação ao Grammy. O líder espiritual concorre na edição de 2026 com o álbum “Meditations: The Reflections Of His Holiness The Dalai Lama”, na categoria de Melhor Gravação de Audiolivro, Narração e Storytelling, que reúne artistas, escritores e personalidades de destaque internacional.

O Dalai Lama foi indicado ao Grammy 2026 na categoria de Melhor Gravação de Audiolivro, Narração e Storytelling com o álbum “Meditations: The Reflections Of His Holiness The Dalai Lama”. A cerimônia está marcada para este domingo, dia 1º, e marca a estreia na principal premiação da música mundial.
Na mesma categoria, o Dalai Lama disputa o prêmio com nomes de trajetórias distintas. Entre eles estão a atriz Kathy Garver, que apresenta relatos sobre a era de ouro de Hollywood em “Elvis, Rocky & Me: The Carol Connors Story”, e a juíza da Suprema Corte dos Estados Unidos, Ketanji Brown Jackson, indicada pela obra autobiográfica “Lovely One: A Memoir”.
A lista de concorrentes inclui ainda o comediante e apresentador Trevor Noah, com “Into The Uncut Grass”, e Fab Morvan, ex-integrante do duo Milli Vanilli, que revisita o escândalo de dublagem que marcou os anos 1990 no audiolivro “You Know It’s True”.
O projeto do Dalai Lama reúne dez faixas produzidas pelo músico e produtor americano Kabir Sehgal, vencedor de múltiplos prêmios Grammy. O álbum combina reflexões do líder budista sobre temas universais, selecionadas a partir de registros feitos ao longo de aproximadamente 75 anos de atuação religiosa e humanitária.
Segundo informações divulgadas pela produção, a obra apresenta uma fusão entre a tradição clássica da música hindustani e elementos contemporâneos do pop. Para alcançar esse resultado, Kabir Sehgal contou com a colaboração de artistas como Rufus Wainwright, Andra Day e Maggie Rogers, que também possui formação acadêmica em Religião e Vida Pública pela Universidade Harvard.
O produtor afirmou que analisou mais de 100 horas de discursos do Dalai Lama para escolher trechos com maior alcance universal. Instrumentos tradicionais, como o sarod, foram utilizados para criar uma ambientação sonora imersiva e contemplativa ao longo do álbum.
A última vez que o Dalai Lama voltou ao centro da repercussão internacional não foi por suas mensagens de paz ou compaixão, mas pelo episódio em que pediu a uma criança que chupasse sua língua — cena que correu o mundo e gerou constrangimento generalizado. É sob essa sombra que surge Meditations, apresentado como um esforço para reconectar o líder espiritual com a mídia internacional, especialmente com: o público jovem.

























