Delcy Rodríguez apela a Trump por diálogo e cooperação e rejeita escalada de confronto
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A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual defende diálogo, cooperação e paz nas relações bilaterais. No documento, a dirigente rejeita ameaças e ações militares, afirma que a Venezuela busca convivência pacífica e diz que a guerra não trará benefícios nem ao país nem à região.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (5), Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela e a América Latina defendem uma solução baseada no diálogo e no respeito mútuo. Segundo ela, essa sempre foi a posição do governo venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, a quem Rodríguez voltou a reconhecer como único presidente do país.
A carta foi enviada em meio ao agravamento da crise política e diplomática envolvendo Caracas e Washington, após o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Confirmada no cargo de presidenta interina, Rodríguez declarou que assumiu a função com o compromisso de preservar a estabilidade institucional e evitar uma escalada do conflito.
No texto, a dirigente destacou que a Venezuela historicamente prioriza a paz e a cooperação internacional. Para ela, a opção pela guerra e pela confrontação tende a gerar consequências negativas não apenas para os países diretamente envolvidos, mas também para a segurança regional e global.
Rodríguez afirmou ainda que o governo venezuelano defende a coexistência pacífica entre as nações e o direito de cada país viver sem ameaças externas. Segundo ela, a construção da paz mundial passa, necessariamente, pelo respeito à soberania e à autodeterminação dos Estados.
A presidenta interina ressaltou que a Venezuela reivindica o direito ao desenvolvimento, à soberania e a um futuro estável para sua população. De acordo com o comunicado, esses princípios orientam a política externa venezuelana e suas relações com a comunidade internacional.
Por fim, Rodríguez disse considerar prioritário avançar rumo a uma relação “equilibrada e respeitosa” entre Venezuela e Estados Unidos. Ela convidou o governo dos EUA a trabalhar em uma agenda conjunta de cooperação, baseada na igualdade soberana, na não interferência e no respeito ao direito internacional.





































































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