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Documentos ligam Barak, Epstein e mídia pró-Trump em Israel

Documentos divulgados em 2 de fevereiro de 2026 indicam que o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak recorreu a Jeffrey Epstein para viabilizar uma entrevista de Donald Trump à imprensa israelense. Os registros fazem parte de mais de três milhões de páginas tornadas públicas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A troca de mensagens ocorreu em setembro de 2016, durante a campanha presidencial estadunidense.


Donald Trump e Jeffrey Epstein’s I ARQUIVO
Donald Trump e Jeffrey Epstein’s I ARQUIVO

Entre os arquivos divulgados consta um e-mail datado de 7 de setembro de 2016, no qual Ehud Barak solicita a Jeffrey Epstein ajuda para avaliar a disposição de Donald Trump, então candidato e hoje presidente dos Estados Unidos, em conceder entrevista ao Canal 10 de Israel. Barak observou que o Canal 2 já havia garantido uma entrevista exclusiva com Hillary Clinton e sugeriu que a iniciativa poderia alcançar “uma grande parcela de israelenses e a maioria dos cidadãos americanos em Israel”, segundo o texto do e-mail.


Na mensagem, Barak acrescenta que o Canal 10 estaria disposto a enviar “sua principal âncora, uma mulher loira talentosa e otimista” aos Estados Unidos para realizar a entrevista. O pedido foi encaminhado a Epstein, identificado nos documentos como financista e traficante sexual condenado, figura central em redes de poder e influência que atravessam fronteiras nacionais.


Os arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos incluem ainda um memorando do FBI, produzido em 2020 no âmbito de uma investigação sobre influência indevida no processo eleitoral estadunidense. O documento afirma que Trump estava “comprometido com Israel” e aponta tentativas de influência do grupo Chabad-Lubavitch, descrito no memorando como um movimento sionista ultraortodoxo, sobre o primeiro mandato presidencial de Trump.


Segundo o mesmo memorando, Jared Kushner, genro do presidente estadunidense, é citado como apoiador do Chabad-Lubavitch. O texto também afirma que Epstein teria atuado para agências de espionagem estadunidenses e estrangeiras, incluindo o Mossad israelense, reforçando suspeitas históricas sobre o uso de figuras do submundo financeiro como instrumentos geopolíticos.


Os documentos mencionam Trump mais de 1.000 vezes ao longo dos três milhões de páginas tornadas públicas. Em um dos registros, uma testemunha anônima relatou ao FBI que Trump teria admitido ter “feito desaparecer” uma menina de 12 anos e ameaçado fazer o mesmo com outra, conforme consta nos arquivos agora desclassificados, sem que haja decisão judicial sobre a alegação.

Epstein foi encontrado morto em sua cela em Nova York, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A divulgação em massa dos documentos, segundo o próprio Departamento de Justiça dos Estados Unidos, busca dar transparência à investigação, mas expõe, sobretudo, a promiscuidade estrutural entre poder político, interesses estrangeiros e mecanismos informais de influência que marcam a política externa e interna estadunidense.

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