Duro de matar 2.0: Espetáculo sai do controle e transforma Trump – novamente – em meme global
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- 27 de abr.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi novamente colocado no centro de controvérsias após um incidente durante um jantar com jornalistas em um hotel Hilton, em Washington. O episódio, que teria envolvido disparos e evacuação do local, foi rapidamente explorado por veículos de comunicação iranianos como símbolo do desgaste político estadunidense. A agência de notícias iraniana Fars afirmou que o caso expõe a fragilidade narrativa da atual administração estadunidense diante de crises internas e externas. Nas redes sociais, o episódio foi amplamente ridicularizado, com usuários questionando sua veracidade e acusando manipulação midiática. O caso ocorre em meio a um cenário de tensões geopolíticas envolvendo a guerra imposta pelos Estados Unidos ao Irã, atualmente sob cessar-fogo.

A agência de notícias iraniana Fars publicou no domingo uma reportagem que relaciona o episódio ocorrido durante o jantar no Hotel Hilton, em Washington, à crise política e militar enfrentada pelos Estados Unidos após a guerra imposta ao Irã no final de fevereiro, atualmente suspensa por um cessar-fogo. Segundo a publicação, apesar das declarações de Trump de que a situação estaria sob controle, “a realidade mostra que o Irã está saindo vitorioso nas frentes militar, econômica e política”.
No centro da análise, a Fars sustenta que o evento no jantar com jornalistas teria assumido contornos de encenação mal-sucedida. O texto afirma que, “no banquete do Hotel Hilton, seja lá o que tenha acontecido, e mesmo que tenha sido planejado como uma provocação (eshken), tudo acabou sendo inacreditável e ridículo”, acrescentando que o episódio teria se transformado em uma “comédia de ação” que, segundo a agência, terminou por gerar constrangimento político ao governo estadunidense.
A reportagem iraniana afirma ainda que Donald Trump tem recorrido de forma recorrente à estratégia de “refletir sobre uma crise fabricada e promover uma autopromoção heroica”, criando crises midiáticas com o objetivo de mobilizar apoio político e atenção pública. Contudo, segundo o texto, “no caso do banquete no Hotel Hilton, diferentemente do cenário do ataque durante a eleição, a crise não só não gerou um herói, como se transformou em farsa”.
A publicação sustenta que a encenação de um “espetáculo hollywoodiano” combinada com falhas operacionais teria produzido efeito contrário ao desejado, transformando o episódio em motivo de escárnio público. “Na visão do público, Trump desta vez não se tornou um herói de ação, mas sim um personagem de sitcom”, afirma a Fars, destacando que reações nas redes sociais indicariam descrença generalizada e leitura do caso como manipulação.
Entre as manifestações citadas, o jornalista e ativista estadunidense Ryan Matta escreveu no domingo: “É como um Butler 2.0. Acho que podemos afirmar com segurança que nenhum membro do Serviço Secreto foi demitido após o caso Butler. Parece que contrataram os mesmos atores para a terceira tentativa de assassinato”. Outro internauta declarou: “Se eu fosse um teórico da conspiração, teria certeza de que Trump orquestrou tudo isso apenas para conseguir apoio para seu projeto ilegal de salão de baile na Casa Branca e, assim, resgatar seus índices de aprovação em queda livre, os mais baixos da história”.
O episódio ocorre em um contexto de crescente desgaste político interno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com índices de popularidade em queda atribuídos a fatores econômicos e à condução de conflitos internacionais, incluindo a guerra contra o Irã.



































