Escândalo nos EUA: Igreja condenada a pagar mais de 180 milhões de dólares por décadas de abusos
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A diocese católica de Camden, no estado de Nova Jersey, aceitou pagar 180 milhões de dólares para encerrar processos de abuso sexual cometidos por membros do clero. O acordo foi anunciado em 18 de fevereiro de 2026 pelo bispo Joseph Williams, conforme carta oficial divulgada à imprensa. A compensação envolve vítimas de seis condados do sul de Nova Jersey e dos subúrbios de Filadélfia, nos Estados Unidos. O caso integra um escândalo sistêmico denunciado há mais de duas décadas, quando vieram à tona abusos e mecanismos institucionais de encobrimento dentro da Igreja Católica. A resolução ainda depende de aprovação judicial no tribunal de falências, onde a diocese se encontra desde a avalanche de processos civis.

O valor anunciado supera acordos anteriores em Boston e Filadélfia, estimados em cerca de 80 milhões de dólares, mas permanece inferior a outros pagamentos milionários realizados em diferentes regiões, como o acordo de 880 milhões de dólares firmado pela arquidiocese de Los Angeles em 2024. Segundo a agência de notícias estadunidense Associated Press, a diocese de Camden já havia concordado em 2022 com um pagamento de 87,5 milhões de dólares para cerca de 300 vítimas, montante agora incorporado ao novo acordo global.
Em carta divulgada em 18 de fevereiro, Williams afirmou: “Para os sobreviventes do sul de Nova Jersey, este dia já deveria ter chegado há muito e representa um marco na sua jornada por justiça e pela recuperação e o reconhecimento que longamente procuraram e merecem”. O advogado das vítimas, Greg Gianforcaro, declarou em entrevista por telefone que o resultado foi fruto da persistência dos sobreviventes: “Foi uma batalha extremamente longa e árdua”.
O acordo surge menos de um ano após a diocese retirar sua oposição à investigação conduzida por um grande júri estadual sobre décadas de abusos contra crianças por membros do clero. O Supremo Tribunal de Nova Jersey autorizou a continuidade da investigação, consolidando um processo de responsabilização que havia sido repetidamente obstruído. Como outras dioceses estadunidenses, Camden recorreu à proteção de falência para lidar com a multiplicação de ações judiciais após a ampliação do prazo de prescrição para crimes sexuais.




















































