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Estudo internacional mostra que desigualdade social acelera o envelhecimento biológico

Pesquisa reúne dados de 65.919 pessoas em 23 países e aponta relação entre desigualdade social e envelhecimento biológico. O estudo foi publicado em 12 de junho na revista Nature Human Behaviour e reúne pesquisadores da Alemanha e dos Estados Unidos e foi conduzido com dados do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano. A análise utilizou mais de 140 pesquisas e métodos de relógio epigenético. O material analisado inclui 65.919 participantes distribuídos em 23 países e 140 estudos científicos. O artigo foi publicado na revista Nature Human Behaviour em 12 de junho. O objetivo do trabalho foi medir relação entre condições sociais e idade biológica.


Os pesquisadores utilizaram o método do relógio epigenético, baseado em alterações químicas no DNA ao longo da vida. O método mede alterações na forma de funcionamento dos genes e permite estimativa de idade biológica e velocidade de envelhecimento do organismo. O estudo registra que essas alterações podem ser observadas desde a infância em pessoas expostas a condições de baixa renda, baixa escolaridade e ausência de serviços públicos.


Os dados indicam relação entre pobreza, escolaridade, moradia e acesso a serviços com aceleração de processos biológicos ligados ao envelhecimento. O estudo registra que crianças em condições sociais desfavoráveis apresentam sinais de envelhecimento biológico mais cedo. O material aponta continuidade desse padrão ao longo da vida adulta.

A análise inclui exposição à discriminação racial e étnica como variável associada às alterações epigenéticas. Nos Estados Unidos, participantes negros apresentam maior velocidade de envelhecimento biológico em comparação com participantes brancos. Participantes latinos apresentam valores intermediários. Os autores registram que diferenças raciais não explicam o fenômeno de forma isolada.


O estudo relaciona os resultados a estruturas sociais associadas a acesso desigual a recursos desde períodos históricos de escravidão. Os pesquisadores apontam associação entre renda, educação e acesso a serviços com mudanças no funcionamento celular ao longo do tempo.


Os dados incluem revisão de estudos sobre estresse contínuo, alimentação, ambiente e acesso a cuidados médicos como fatores associados ao envelhecimento biológico. O material indica que esses fatores aparecem de forma conjunta em populações com baixa renda.


O estudo utiliza comparação entre grupos sociais para medir diferença na idade biológica estimada pelo relógio epigenético. Crianças expostas a condições de pobreza apresentam aceleração dos marcadores biológicos desde fases iniciais da vida. O material registra persistência desse padrão em medições posteriores realizadas em diferentes países.

 
 

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