Bolsonaro depõe à polícia sobre arma apreendida em blitz
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O ex-presidente Jair Bolsonaro presta depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira no inquérito sobre uma arma de fogo apreendida em uma blitz. O caso envolve uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome e encontrada em um veículo de militar do Gabinete de Segurança Institucional. O procedimento ocorre no condomínio onde ele cumpre prisão domiciliar em Brasília.

A oitiva é conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal e ocorre de forma presencial após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que negou o pedido para depoimento por videoconferência sob argumento de restrição legal para comunicações eletrônicas.
A investigação trata da apreensão de uma pistola Glock 9mm registrada no nome de Bolsonaro durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal em 15 de junho de 2026. O armamento estava no carro conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional e cedido à Casa Civil para atuar na segurança do ex-presidente.
A arma foi retida por ausência do Certificado de Registro de Arma de Fogo no veículo, documento exigido para transporte. Registros do Exército Brasileiro confirmam a posse legal da pistola no nome de Bolsonaro.
A investigação da Polícia Civil do Distrito Federal apura se a conduta de Bolsonaro e do militar se enquadra em infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento. O estatuto prevê punição para ações como transportar arma sem autorização ou em desacordo com normas legais, com pena de três a seis anos de prisão e multa.
O veículo era conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, que prestou depoimento e foi liberado. Ele declarou que a arma seria transportada para reparo e posterior devolução ao ex-presidente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março de 2026, autorizada por Moraes por prazo inicial de 90 dias, sob justificativa de recuperação de quadro de broncopneumonia.
A defesa do ex-presidente afirmou ao Supremo Tribunal Federal que a equipe de segurança teria retirado o percussor da arma sem conhecimento prévio, sob alegação de efeitos de medicamentos psiquiátricos que teriam afetado a cognição e influenciado episódio de rompimento de tornozeleira eletrônica.
A defesa também afirmou que Bolsonaro manipulou a arma e testou o disparo, constatando falha no mecanismo, e que solicitou a militares de sua segurança o envio da pistola para reparo.












































