Trump envia equipe militar para Nigéria e aprofundam intervenção dos EUA
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Os Estados Unidos confirmaram nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, o envio de uma pequena equipe militar à Nigéria, num movimento que marca um aprofundamento da intervenção estadunidense no país africano. A presença foi anunciada por Air Force Gen. Dagvin R.M. Anderson, comandante do Comando Militar dos Estados Unidos para a África (AFRICOM), em coletiva de imprensa em Dakar.

O anúncio oficial pela AFRICOM destacou que a colaboração militar foi fruto de um “acordo bilateral” com o governo do presidente nigeriano Bola Tinubu, após reunião em Roma no final de 2025, e pretende complementar esforços contra grupos armados como Boko Haram e a província do Estado Islâmico na África Ocidental.
Analistas geopolíticos observam que essa presença estadunidense em solo nigeriano ocorre num contexto de prolongada instabilidade que já se estende há quase duas décadas no país, com insurgências e violência armada em larga escala no nordeste e ampliação para outras regiões.
A operação militar estadunidense sucede os ataques aéreos de 25 de dezembro de 2025, quando Washington lançou mísseis Tomahawk contra posições associadas ao Estado Islâmico em Sokoto, no noroeste nigeriano, sob a justificativa de combater militantes que, segundo o presidente Donald Trump, “estavam cometendo genocídio cristão”. O governo nigeriano rejeitou essa caracterização religiosa dos ataques terroristas.
A confirmação da presença de forças dos Estados Unidos desencadeia debates no continente africano e fora dele sobre os efeitos de inserções militares externas sob a retórica antiterrorista, refletindo preocupações históricas com soberania nacional e os legados do intervencionismo estadunidense na África e em outras regiões.









































