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EUA intensificam execuções no Pacífico sob pretexto antidrogas

Militares estadunidenses confirmaram a morte de duas pessoas após um ataque letal contra uma embarcação no Pacífico Oriental, ocorrido na quinta-feira, segundo o Comando Sul dos Estados Unidos. A ação foi apresentada como parte de uma campanha contra o narcotráfico em rotas marítimas da América Latina. Desde setembro, forças estadunidenses realizaram ao menos 38 ataques semelhantes no Caribe e no Pacífico Oriental, resultando em 128 mortos. O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classifica as operações como parte de um “conflito armado não internacional”.


Donald Trump
Donald Trump

Em comunicado divulgado na plataforma X, o Comando Sul dos Estados Unidos afirmou que a embarcação atingida “estava sendo operada por organizações terroristas designadas” e navegava por “rotas conhecidas de narcotráfico”. O órgão militar também declarou que nenhuma força estadunidense ficou ferida durante a operação, sem divulgar a identidade das vítimas nem apresentar provas públicas sobre as acusações feitas contra os ocupantes do barco.


De acordo com dados oficiais do próprio Comando Sul, pelo menos 36 ataques letais ocorreram em um intervalo de quatro meses no final de 2025, indicando uma escalada sistemática do uso de força militar em águas internacionais e regionais. O ataque mais recente foi o segundo registrado em 2026, após uma redução temporária do ritmo das ações no início do ano.


Autoridades do governo Trump associaram essa diminuição ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrido no início de janeiro, ação pela qual Washington acusa o governo venezuelano de vínculos com o narcotráfico. A referência ao sequestro foi usada como justificativa política para reforçar a narrativa de “sucesso” da campanha militar estadunidense no hemisfério.


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que a ofensiva, oficialmente chamada de Operação Lança do Sul, busca eliminar “narcoterroristas do nosso hemisfério” e proteger a população estadunidense “das drogas que estão matando nosso povo”. A retórica ignora que as operações têm resultado em mortes de civis sem acusação formal, julgamento ou direito de defesa.


Críticas mais diretas surgiram após um ataque duplo realizado em 2 de setembro de 2025 contra uma suposta embarcação venezuelana no Mar do Caribe, episódio que gerou questionamentos jurídicos dentro e fora dos Estados Unidos. Em 14 de outubro, famílias de dois cidadãos de Trinidad e Tobago mortos em outra ofensiva ingressaram com ação judicial contra o governo estadunidense, acusando-o de “assassinatos ilegais a sangue frio; assassinatos por esporte e assassinatos por teatro”, conforme documentos do processo divulgados à imprensa.

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