Israel planeja execuções de palestinos sequestrados
- www.jornalclandestino.org

- há 2 horas
- 2 min de leitura
Israel concluiu planos operacionais para executar palestinos sequestrados, após a aprovação em primeira leitura de uma lei de pena de morte no parlamento israelense. As informações foram reveladas pelo Canal 13 de Israel no domingo, 8 de fevereiro de 2026. O plano prevê enforcamento, isolamento absoluto dos prisioneiros e execução em até 90 dias após a confirmação judicial final. A iniciativa ocorre no contexto do genocídio imposto à população palestina desde 7 de outubro de 2023. Organizações palestinas e organismos internacionais denunciaram a medida como institucionalização do extermínio.

Segundo reportagem do Canal 13 de Israel, o serviço penitenciário israelense elaborou protocolos detalhados para a implementação das execuções, incluindo a construção de uma instalação específica, a formação de equipes especializadas e o recrutamento de voluntários treinados. O método definido é o enforcamento, acionado por três guardas que pressionariam botões simultaneamente, enquanto os condenados permaneceriam totalmente isolados de outros detentos.
O plano estabelece que as sentenças sejam cumpridas em até 90 dias após a confirmação final, acelerando um processo que, na prática, elimina qualquer possibilidade de revisão substancial. A legislação prioriza os chamados “prisioneiros de elite”, categoria criada pelas autoridades israelenses para designar centenas de palestinos sequestrados em Gaza e, posteriormente, detidos na Cisjordânia ocupada sob acusações de “operações graves”.
A emissora hebraica informou ainda que uma delegação do serviço penitenciário israelense deve viajar a um país do Leste Asiático que utiliza métodos de execução semelhantes, com o objetivo de adaptar procedimentos. A medida reforça a importação de práticas punitivas extremas sob o verniz de legalidade administrativa.
Facções palestinas reagiram com condenação imediata. O Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) afirmou que a lei é uma extensão das “políticas racistas e criminosas” de Israel e que “legaliza assassinatos em massa organizados”, apelando às Nações Unidas e a organismos de direitos humanos por sanções e comissões de investigação nas prisões israelenses, onde a tortura sistemática já causou dezenas de mortes.
A Jihad Islâmica Palestina classificou a proposta como “uma escalada perigosa no extermínio e na limpeza étnica em curso do povo palestino”, destacando que o sistema jurídico dual do regime pune palestinos enquanto garante imunidade a colonos e forças de ocupação que violam normas internacionais. Poucos dias antes, um grupo de especialistas em direitos humanos da ONU havia exigido a retirada imediata do projeto.
O projeto de lei, defendido pelo ministro israelense de extrema-direita Itamar Ben-Gvir, foi aprovado em primeira leitura em novembro de 2025 e ainda depende da segunda e da terceira votações para entrar em vigor. A insistência de Ben-Gvir na execução de prisioneiros palestinos reforça a normalização institucional da pena de morte como ferramenta colonial de controle e eliminação física da população ocupada.









































