Estado reage ao garimpo que devasta terra Kayapó
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A Polícia Federal e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) realizaram, em 6 de fevereiro de 2026, uma operação contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sudeste do Pará. A ação integra a 4ª fase da Operação Rio Fresco e ocorreu no município de Ourilândia do Norte, às margens e no leito do rio de mesmo nome. Duas dragas em funcionamento foram localizadas e destruídas no local, segundo informou a Polícia Federal. Também foram identificados garimpos em terra firme, com apreensão de arma de fogo e equipamentos pesados. A ofensiva expõe a persistência da exploração predatória de territórios indígenas, historicamente tolerada por estruturas estatais coniventes com o saque mineral.

De acordo com nota oficial da Polícia Federal, a operação contou com apoio da Funai e teve como objetivo reprimir a extração ilegal de ouro em área protegida. No leito do Rio Fresco, as equipes encontraram duas dragas em pleno funcionamento, utilizadas no garimpo clandestino, que foram inutilizadas no local. Os responsáveis pela atividade foram identificados durante a ação.
Na sequência, os agentes localizaram um garimpo ilegal às margens do rio, onde foram destruídos um acampamento, motores e uma escavadeira hidráulica. No mesmo ponto, foram apreendidos aparelhos celulares e uma pistola calibre 9 milímetros, evidenciando a presença de armamento em uma atividade criminosa que combina devastação ambiental e violência territorial.
A Polícia Federal informou que, devido à inexistência de acesso terrestre por viaturas, todo o deslocamento das equipes foi realizado por embarcações, o que reforça as dificuldades logísticas enfrentadas pelo Estado para fiscalizar áreas extensas da Amazônia. As investigações prosseguem para identificar os financiadores do garimpo, que podem responder por crimes ambientais e usurpação de terras públicas.
A Operação Rio Fresco, segundo a própria Polícia Federal, integra um conjunto de ações permanentes de repressão à exploração ilegal de recursos naturais em terras indígenas. A recorrência dessas operações, no entanto, revela que o modelo histórico de ocupação predatória da Amazônia segue ativo, sustentado por interesses econômicos que avançam sobre territórios indígenas com impactos diretos sobre povos, rios e florestas.









































