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EUA revoga residência e intensifica repressão política contra familiares de Qassem Soleimani

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou, em comunicado divulgado no sábado, 4 de abril de 2026, a revogação do status de residência permanente de Hamideh Soleimani Afshar, sobrinha de Qassem Soleimani, e de sua filha, ambas detidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega, conhecido como ICE. As duas foram presas na noite de sexta-feira e permanecem sob custódia enquanto o governo estadunidense conduz o processo de deportação.


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Qassem Soleimani foi comandante da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica entre 1998 e 2020, quando foi assassinado em uma operação militar ordenada por Washington. O caso atual marca mais um episódio de medidas adotadas contra indivíduos ligados ao Irã em território estadunidense, ampliando o alcance de ações que não se limitam a agentes estatais, mas se estendem a familiares.


Segundo o comunicado oficial, Hamideh Soleimani Afshar foi classificada como “uma defensora declarada do regime totalitário e terrorista do Irã”, com base em reportagens da mídia e publicações em redes sociais. O texto afirma que esse tipo de posicionamento não será tolerado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A nota acrescenta que o país não permitirá que estrangeiros que apoiem governos considerados hostis permaneçam em seu território.


O secretário de Estado Marco Rubio afirmou publicamente que foi responsável pela revogação dos vistos de residência permanente das duas mulheres. Em publicação nas redes sociais, declarou:


“Esta semana, revoguei o estatuto legal tanto de Afshar quanto de sua filha”. Ele também justificou a decisão alegando que Soleimani Afshar “é uma defensora declarada do regime iraniano, que celebrou ataques contra americanos e se referiu ao nosso país como o ‘Grande Satã’”.


O episódio ocorre em meio à escalada iniciada em 28 de fevereiro de 2026, quando forças estadunidenses e israelenses lançaram ataques contra cerca de 30 alvos em Teerã, resultando no martírio de Khamenei e na morte de diversas autoridades iranianas. Desde então, o cenário regional tem sido marcado por intensificação de operações militares e medidas políticas que ampliam o alcance do confronto para além do campo de batalha.


Este é pelo menos o segundo caso registrado no mês em que o governo estadunidense revoga o status legal de imigração de pessoas com vínculos familiares com figuras centrais do Estado iraniano, consolidando uma política que associa posicionamento político e vínculos familiares a sanções diretas no território dos Estados Unidos.

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