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Túneis, milícias e cinismo: EUA volta a acionar o Estado Islâmico no Iraque

Informações publicadas em 8 de fevereiro de 2026 pelo portal Resumen Latinoamericano indicam que os Estados Unidos estariam por trás de um plano para reativar ações do Estado Islâmico no norte do Iraque. A denúncia aponta o uso de rotas subterrâneas partindo da Síria como eixo central da operação. Segundo a reportagem, os túneis serviriam para infiltração de combatentes e ataques coordenados contra forças de segurança iraquianas. As revelações têm como base declarações de fontes locais à agência iraquiana Al-Maalomah.


ISIS ©ISPI
ISIS ©ISPI

De acordo com o Resumen Latinoamericano, uma fonte da província de Al-Anbar afirmou à Al-Maalomah que foi frustrado “um grande plano terrorista” direcionado às províncias do norte do Iraque, articulado a partir da Síria por meio de


“rotas subterrâneas internas, preparadas de forma organizada para infiltrar as forças de segurança e lançar ataques contra o Iraque, de acordo com um plano dos EUA”.

A mesma fonte relatou que forças estadunidenses teriam “ocultado deliberadamente” um túnel ligando a região de Qamishli, no nordeste sírio, à província de Erbil, no Curdistão iraquiano. Segundo o relato, a estrutura subterrânea seria de mão dupla e teria sido projetada por empresas estadunidenses especializadas em construção subterrânea, com custo “que excede a capacidade de grupos terroristas como o Estado Islâmico”.


No terreno, as consequências já se manifestam. Uma fonte ligada às forças de segurança de Al-Anbar informou que as Unidades de Mobilização Popular (Al-Hashad Al-Shabi) prenderam, em 7 de fevereiro, um “membro proeminente” do Estado Islâmico nas proximidades da fronteira síria, a oeste da província. A detenção ocorreu após a identificação de movimentações suspeitas na faixa fronteiriça, área historicamente afetada por fluxos de combatentes e armas sob o olhar permissivo de forças estrangeiras presentes na região.


Paralelamente, autoridades locais confirmaram a transferência contínua de prisioneiros do Estado Islâmico da Síria para o Iraque sob escolta estadunidense. No sábado, 7 de fevereiro, um grupo de 250 detidos cruzou a fronteira em um grande comboio protegido por forças dos Estados Unidos, segundo uma fonte de segurança citada pelo Resumen Latinoamericano. A fonte destacou que o grupo inclui “líderes condenados à morte” e classificou os detentos como “extremamente perigosos”, ressaltando que as forças iraquianas adotaram medidas adicionais para conter riscos à segurança e à estabilidade das áreas fronteiriças.


O conjunto das informações reforça um padrão histórico: mesmo em declínio político e enfrentando resistência regional, o imperialismo estadunidense segue recorrendo a métodos indiretos, combinando logística militar, redes clandestinas e milícias extremistas para manter influência estratégica. O fato de Iraque e Síria fazerem fronteira direta com o Irã acrescenta uma dimensão geopolítica explícita à operação, indicando que a reativação do Estado Islâmico não é um desvio, mas parte de uma arquitetura de pressão regional que insiste em sobreviver à revelia do direito internacional e da soberania dos povos do Oriente Médio.

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