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Europa Deve Abrir Canal de Diálogo com Moscou, Defende Primeira-Ministra da Itália

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta quinta-feira (9) que a União Europeia precisa iniciar um diálogo direto com a Rússia, avaliando que o cenário atual exige esforços diplomáticos coordenados para buscar uma solução política para a guerra na Ucrânia. Apesar disso, ela considerou que ainda não há condições para o retorno russo ao G7.

Giorgia Meloni, Primeira-ministra da Itália I REVISTA OESTE
Giorgia Meloni, Primeira-ministra da Itália I REVISTA OESTE

A declaração foi feita em Roma, durante uma coletiva de imprensa em que Meloni apresentou um balanço político do último ano. Segundo a premiê, a Europa enfrenta o desafio de organizar uma estratégia diplomática clara, diante da multiplicidade de atores e vozes envolvidas nas discussões sobre o conflito.

Meloni concordou com a avaliação do presidente da França, Emmanuel Macron, de que o diálogo com Moscou se tornou inevitável. Para ela, o principal impasse não é apenas iniciar as negociações, mas definir quem, de fato, deve conduzi-las em nome do bloco europeu.

“A questão central é quem fala pela Europa. Há vozes demais”, afirmou a primeira-ministra, ao defender uma abordagem mais estruturada e centralizada da política externa da União Europeia em relação à guerra.

Nesse contexto, Meloni voltou a defender a criação de um cargo específico para tratar do conflito. Segundo ela, a nomeação de um enviado especial da União Europeia para a Ucrânia poderia ajudar a organizar os esforços diplomáticos e dar maior coerência às negociações internacionais.

Apesar do aceno ao diálogo, a chefe de governo italiana foi cautelosa ao tratar da reintegração da Rússia ao Grupo dos Sete (G7). Para Meloni, o retorno de Moscou ao grupo das principais economias industrializadas ainda não pode ser considerado no cenário atual.

Ela ressaltou que qualquer avanço nesse sentido dependerá diretamente do desfecho do conflito. “Precisamos ver quando a paz será alcançada e sob quais condições”, afirmou, sem descartar que a discussão possa ocorrer no futuro.

As declarações refletem um debate crescente dentro da Europa sobre os caminhos diplomáticos possíveis para o fim da guerra, em meio ao desgaste econômico, político e humanitário provocado pelo conflito prolongado no Leste Europeu.

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