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Gaza registra 2.400 violações do cessar-fogo em seis meses, com 754 mortos e mais de 2.100 feridos

O Gabinete de Imprensa do Governo na Faixa de Gaza anunciou que foram registradas cerca de 2.400 violações do acordo de cessar-fogo desde sua entrada em vigor em 10 de outubro de 2025 até 14 de abril de 2026. As violações resultaram em 754 mártires e 2.100 feridos, segundo o comunicado oficial divulgado na terça-feira. Entre as vítimas fatais, 312 eram crianças, mulheres e idosos, e 99% dos atingidos são civis, de acordo com os dados apresentados. O órgão atribui a responsabilidade integral a “Israel” e denuncia violações sistemáticas do direito internacional humanitário. O gabinete também exige pressão internacional, incluindo do gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para garantir o cumprimento do cessar-fogo e a entrada de ajuda humanitária.


Foram registradas cerca de 2.400 violações do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza
Foram registradas cerca de 2.400 violações do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza

O Gabinete de Imprensa do Governo em Gaza, citado pela agência Al Mayadeen Net, afirmou que as violações representam uma ruptura grave e contínua das disposições do acordo e do protocolo humanitário associado. O comunicado descreve a situação como uma política deliberada de imposição de “uma realidade humanitária baseada na subjugação, na fome e na chantagem”, sustentada pela continuidade das operações militares e restrições impostas à população civil. As autoridades em Gaza afirmam que tais práticas não constituem incidentes isolados, mas um padrão estruturado de descumprimento do cessar-fogo, com impacto direto sobre infraestrutura civil e acesso a recursos básicos.


Segundo os dados divulgados, o período analisado — entre 10 de outubro de 2025 e 14 de abril de 2026 — evidencia a persistência de ataques e ações militares mesmo sob a vigência formal do cessar-fogo. O balanço aponta 2.400 violações documentadas, incluindo bombardeios, incursões e ações que atingiram áreas residenciais densamente povoadas. O comunicado destaca que a maioria esmagadora das vítimas é composta por civis, reforçando a leitura de que o impacto recai de forma desproporcional sobre a população não combatente.


O mesmo informe relaciona a escalada atual ao contexto mais amplo do genocídio em curso desde 7 de outubro de 2023, quando as Brigadas Qassam anunciaram a operação “Inundação de Al-Aqsa” e “Israel” iniciou uma campanha militar de larga escala contra a Faixa de Gaza. Desde então, segundo o Ministério da Saúde em Gaza, os números acumulados alcançam 72.336 mártires e 172.213 feridos, evidenciando a dimensão estrutural da violência exercida ao longo de mais de um ano e meio.


O Gabinete de Imprensa também direciona seu apelo a mediadores internacionais e às Nações Unidas, além do gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apontando sua responsabilidade como patrocinador do acordo de cessar-fogo. O texto exige pressão efetiva sobre “Israel” para cumprimento das obrigações assumidas, incluindo proteção de civis e garantia imediata de entrada de ajuda humanitária, combustível e materiais de abrigo, conforme previsto no protocolo do cessar-fogo.


Em seu posicionamento, o comunicado sustenta que a continuidade das violações compromete qualquer possibilidade de estabilidade humanitária na Faixa de Gaza e denuncia o papel das potências ocidentais e seus aliados na manutenção das condições materiais que permitem a persistência do cerco e das operações militares. O documento afirma que a ausência de mecanismos de responsabilização internacional reforça a impunidade diante das violações registradas ao longo do período do cessar-fogo, segundo Al Mayadeen Net.

 
 

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