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Investigação leva grupo sionista a encerrar atividades em Nova York após denúncias de intimidação a ativistas pró-Palestina

O gabinete da procuradora-geral de Nova York anunciou o encerramento das atividades da organização Betar US no estado após uma investigação concluir que o grupo promoveu intimidação, assédio e incitação à violência contra ativistas pró-Palestina. O acordo prevê a dissolução da entidade e impõe restrições legais para impedir novas práticas discriminatórias.


MANIFESTANTES PRÓ-PALESTINA DETIDOS PELA POLÍCIA NA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA, EM LOS ANGELES. 2024. ©REUTERS I MIKE BLAKE
MANIFESTANTES PRÓ-PALESTINA DETIDOS PELA POLÍCIA NA UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA, EM LOS ANGELES. 2024. ©REUTERS I MIKE BLAKE

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, informou nesta quarta-feira (14) que a organização Betar US encerrará suas operações no estado após a conclusão de uma investigação que apontou práticas sistemáticas de intimidação e assédio contra ativistas - muçulmanos, árabes, palestinos e judeus - críticos às políticas de Israel.


Segundo o gabinete da procuradora-geral, a apuração concluiu que o grupo “repetidamente teve como alvo indivíduos com base em religião e origem nacional”, violando direitos civis e promovendo um ambiente de hostilidade contra manifestantes pró-Palestina. A investigação analisou denúncias de ameaças, campanhas de assédio e incitação à violência atribuídas à organização.


Como resultado, foi firmado um acordo que determina que a Betar cesse imediatamente qualquer ação de incentivo à violência, ameaças a manifestantes ou assédio a pessoas que exerçam seus direitos civis. O termo também prevê uma multa suspensa de US$ 50 mil, que poderá ser aplicada caso o grupo descumpra as condições estabelecidas.


O escritório de Letitia James informou ainda que a Betar indicou a dissolução de sua entidade sem fins lucrativos e comunicou oficialmente o encerramento de suas atividades em Nova York, encerrando sua atuação formal no estado.


A Betar se apresenta como parte de um movimento sionista militante fundado na Europa há cerca de um século. De acordo com as autoridades, a organização afirmou ter fornecido nomes de estudantes e professores estrangeiros à administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de apoiar medidas de deportação após a assinatura de ordens executivas voltadas contra manifestações e ativismo pró-Palestina. Essas iniciativas, no entanto, enfrentaram obstáculos judiciais.


O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, elogiou a atuação da procuradora-geral e classificou a decisão como um avanço na proteção dos direitos civis. Em nota, afirmou que a Betar promoveu por anos uma campanha de ódio na cidade, marcada por islamofobia e assédio político, e ressaltou que não há espaço para esse tipo de prática na vida pública nova-iorquina.


A organização já havia sido classificada como grupo extremista pela Liga Antidifamação, entidade judaica de monitoramento do extremismo, em razão de suas posições e métodos.

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