Irã afirma ter frustrado plano externo inspirado na Venezuela
- www.jornalclandestino.org

- 11 de jan.
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O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi afirmou que o Irã frustrou um plano de adversários externos para repetir no país um roteiro aplicado contra a Venezuela, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Em entrevista à Al-Manar, durante visita ao Líbano, ele disse que os recentes distúrbios em Teerã e outras cidades não abalaram a situação geral do governo e citou impactos das sanções.

Araqchi declarou que autoridades do regime israelense reconheceram a participação de forças do Mossad nos episódios de instabilidade registrados no Irã nas últimas semanas. Segundo o ministro, a avaliação dos adversários era de que o país poderia ser forçado a ceder em poucos dias, o que não ocorreu.
O chanceler também relacionou os eventos à guerra de 12 dias travada em junho de 2025, iniciada por um ataque israelense e posteriormente com ataque direto dos EUA, afirmando que a estratégia aplicada então teria sido adaptada para provocar colapso interno, sem sucesso.

Em paralelo, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, ao discursar para milhares de pessoas na cidade sagrada de Qom, afirmou que "o presidente dos EUA tem o sangue de mais de mil iranianos em suas mãos", acrescentando que Donald Trump confessou ter ordenado ataques durante a guerra de 12 dias em junho de 2025, que assassinou comandantes militares, cientistas e pessoas comuns. O pronunciamento ocorreu no Imam Khomeini Hussainiyah, durante cerimônia que marcou o aniversário da revolta de 1978 em Qom contra o regime Pahlavi. Khamenei afirmou que grupos destruíram prédios públicos em Teerã e em outras cidades para “agradar” o presidente estadunidense.

Ao comentar declarações do primeiro-ministro israelense, Araqchi criticou o projeto de um “Grande Israel” e disse que ameaças a países da região encontraram resistência no Líbano e no próprio Irã. O ministro reiterou que Teerã está disposto a negociar um acordo “justo e digno”, baseado no respeito mútuo, mas afirmou que o país mantém desconfiança quanto às intenções dos Estados Unidos.

























