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Irã expõe ameaça de Trump de destruir infraestrutura energética iraniana

O governo iraniano denunciou formalmente nas Nações Unidas, em 7 de abril de 2026, as ameaças do presidente estadunidense Donald Trump de destruir infraestrutura civil do país. Em cartas enviadas ao secretário-geral da ONU e ao Conselho de Segurança, o embaixador Amir Saeid Iravani classificou as declarações como incitação direta ao terrorismo. As ameaças foram publicadas por Trump na plataforma Truth Social, onde mencionou ataques a pontes e usinas de energia até a meia-noite da mesma data. O episódio ocorre após novas pressões estadunidenses sobre o Estreito de Ormuz, parcialmente fechado desde as agressões militares iniciadas no fim de fevereiro. Teerã afirma que qualquer novo ataque será respondido com força significativamente ampliada.


Donald Trump
Donald Trump

Segundo o conteúdo das cartas diplomáticas, Iravani denunciou que as declarações de Trump configuram, sob o direito internacional, intenção explícita de cometer crimes de guerra. O diplomata afirmou que “esse tipo de declaração constitui um exemplo de incitação direta ao terrorismo e demonstra a intenção de cometer crimes de guerra segundo o direito internacional”. A denúncia foi formalmente encaminhada ao secretário-geral António Guterres e à presidência rotativa do Conselho de Segurança, com pedido de registro oficial e ação imediata.


As ameaças do presidente estadunidense foram divulgadas após o fim de semana, quando Trump estabeleceu um prazo para que o Irã reabra completamente o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde transita aproximadamente 20% do petróleo e gás mundial. A via permanece parcialmente interrompida em decorrência dos ataques conduzidos por forças estadunidenses e israelenses contra o território iraniano desde o final de fevereiro de 2026, afetando diretamente rotas marítimas e infraestrutura logística.


Iravani destacou que ataques deliberados contra infraestrutura civil — incluindo usinas elétricas, pontes e instalações energéticas — constituem violação direta do direito internacional humanitário. Em sua comunicação, o representante iraniano afirmou que tais declarações são tão extremas que “até mesmo grupos terroristas como o Daesh teriam vergonha de fazer declarações tão descaradas e chocantes”. A acusação amplia o tom da denúncia ao associar a retórica oficial estadunidense a padrões historicamente atribuídos a organizações classificadas como terroristas.


O diplomata também alertou para as consequências humanitárias de eventuais ataques à infraestrutura energética iraniana, afirmando que tais ações poderiam provocar crises severas no fornecimento de eletricidade e serviços básicos à população civil. Diante disso, solicitou que a ONU e seus Estados-membros adotem “medidas imediatas, decisivas e concretas” para impedir ações que classificou como ilegais e brutais por parte dos Estados Unidos e de Israel.


A denúncia iraniana inclui ainda críticas à inação de organismos internacionais, apontando que a ausência de resposta efetiva contribui para encorajar novas agressões. Iravani afirmou que “o silêncio e a inação diante dessas violações do direito internacional podem enfraquecer o sistema internacional, minar a Carta da ONU e contribuir para a normalização de crimes de guerra”. Segundo ele, a continuidade desse cenário tende a ampliar a instabilidade para além do Oriente Médio.


Desde o final de fevereiro, infraestruturas civis iranianas — incluindo estradas, pontes e instalações energéticas — vêm sendo atingidas por bombardeios atribuídos a forças estadunidenses e israelenses. Esses ataques marcaram uma escalada significativa nas tensões regionais, com impactos diretos sobre a população civil e sobre a capacidade operacional de setores estratégicos do país.


Em resposta, o Irã lançou operações de retaliação que incluíram o disparo de mísseis e drones contra territórios ocupados por Israel, além de bases militares estadunidenses e interesses associados na região. As ações foram descritas por Teerã como resposta proporcional às agressões sofridas, dentro de sua estratégia de dissuasão militar.


Autoridades iranianas reiteraram que não aceitarão novos ataques à sua infraestrutura vital e que qualquer repetição será respondida com intensidade superior. A posição foi reafirmada no contexto das comunicações oficiais enviadas à ONU, reforçando o alerta sobre o risco de ampliação do confronto regional caso as ameaças sejam concretizadas.

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