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Irã e EUA encerram segunda rodada em Genebra com “bons progressos”

A segunda rodada de negociações indiretas Irã e Estados Unidos foi concluída nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, em Genebra, na Suíça, com “bons progressos”, segundo Teerã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que houve avanços na definição de princípios orientadores para um possível acordo futuro.


“Nesta rodada, em comparação com a anterior, houve discussões muito sérias e um ambiente mais construtivo. Houve um bom progresso em relação à reunião anterior e agora temos um caminho claro a seguir, o que considero positivo”, declarou Seyed Abbas Araghchi a jornalistas em Genebra. Segundo ele, foi alcançado “um acordo geral sobre uma série de princípios orientadores” que servirão de base para a elaboração de um texto de possível entendimento.

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

O chanceler ressaltou que o avanço não significa resolução imediata. “Isso não significa que possamos chegar a um acordo rapidamente, mas pelo menos o processo começou”, afirmou, acrescentando que a fase de redação tornará o processo “mais complexo e meticuloso”. Não foi definida data para a terceira rodada, mas ficou acertado que ambas as partes trabalharão na troca de propostas escritas antes de um novo encontro.


As negociações, assim como na primeira rodada realizada em 6 de fevereiro de 2026 em Mascate, capital de Omã, ocorreram de forma indireta, com mediação da monarquia omanita. Além de Seyed Abbas Araghchi, integraram a delegação iraniana o vice-ministro de Assuntos Políticos, Majid Tajt Ravanchi; o vice-ministro de Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Gharibabadi; o vice-ministro de Diplomacia Econômica, Hamid Ghanbari; e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai. Especialistas técnicos, jurídicos e econômicos também participaram das discussões.


O foco central permanece o programa nuclear iraniano e o levantamento das sanções impostas pelos Estados Unidos, consideradas ilegais por Teerã. As medidas coercitivas unilaterais impostas ao longo dos últimos anos impactaram setores estratégicos da economia iraniana, incluindo energia, sistema bancário e comércio exterior, configurando instrumento clássico de pressão geopolítica de Washington.


O atual ciclo diplomático se desenvolve em meio a declarações públicas de Donald Trump, que ameaçou recorrer à força militar caso não haja um acordo considerado satisfatório pelo governo estadunidense. A República Islâmica respondeu afirmando que não aceitará “ameaças ou pressões” e que, embora prefira a via diplomática, está preparada para responder a qualquer agressão, advertindo que um ataque poderia desencadear uma guerra regional em larga escala.


Ao final de suas declarações, Seyed Abbas Araghchi destacou que, embora ainda existam divergências, “agora temos uma ideia muito mais clara do que precisa ser feito e quais medidas tomar daqui para frente”. A continuidade das negociações indicará se a diplomacia conseguirá avançar apesar do histórico de sanções, pressões e ameaças militares que marcam a relação entre Teerã e Washington há décadas.

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