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Irã executa dois terroristas do MKO e expõe rede armada em Teerã

O Judiciário iraniano executou em 4 de abril de 2026 dois integrantes da organização Mujahedin-e-Khalq (MKO) em Teerã. Abolhassan Montazer e Vahid Bani-Amerian foram enforcados após condenação por participação em múltiplos ataques terroristas. As sentenças haviam sido confirmadas pelo Supremo Tribunal iraniano, segundo informações divulgadas pela agência Tasnim. As autoridades afirmam que ambos integravam uma célula armada ativa na capital iraniana.


Irã executa dois terroristas do MKO, abril de 2026. ©TASNIM
Irã executa dois terroristas do MKO, abril de 2026. ©TASNIM

De acordo com o Judiciário iraniano, Montazer e Bani-Amerian atuavam sob ordens diretas de estruturas externas associadas ao MKO, organização historicamente envolvida em ações armadas contra a República Islâmica. Ambos teriam participado de uma série de atentados e operações de sabotagem em Teerã, incluindo explosões e planejamento de ataques contra alvos considerados estratégicos pelo Estado iraniano. A execução ocorreu após o esgotamento de todas as etapas legais do processo judicial, com validação final do Supremo Tribunal.


As investigações apontam que a célula da qual faziam parte operava com estrutura organizada e orientação direta da liderança do MKO no exterior. Segundo os dados divulgados, o grupo havia constituído uma facção armada com o objetivo de atingir instalações governamentais críticas, centros públicos e locais sensíveis do ponto de vista da segurança nacional. As autoridades relataram que os acusados realizavam missões de reconhecimento e preparação logística, incluindo o uso planejado de lançadores de foguetes.


Montazer e Bani-Amerian foram presos em flagrante enquanto tentavam executar uma operação armada, portando diversos lançadores de foguetes. A prisão ocorreu antes da concretização do ataque, o que, segundo o Judiciário, evitou danos significativos em áreas densamente povoadas da capital. Durante as buscas subsequentes, forças de segurança encontraram materiais explosivos e equipamentos associados às ações terroristas em imóveis vinculados à célula.


Os autos do processo indicam que ambos foram formalmente acusados de dirigir e executar múltiplas operações terroristas, conspirar contra a segurança nacional iraniana, colaborar com uma organização considerada terrorista e atuar com o objetivo de desestabilizar o Estado. As acusações foram sustentadas por evidências materiais apreendidas, além de registros operacionais e vínculos diretos com a estrutura do MKO.


O MKO, que já esteve listado como organização terrorista por diversos países, mantém histórico de atuação armada e de cooperação com agendas externas voltadas à desestabilização interna iraniana. A organização fundada em 1965, inicialmente, participou da oposição ao xá Mohammad Reza Pahlavi, mas após a Revolução Islâmica de 1979 rompeu com o novo governo iraniano e passou a atuar contra a República Islâmica. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, o grupo foi responsável por uma série de atentados, incluindo assassinatos de autoridades e explosões em áreas urbanas, o que levou o Irã a classificá-lo como organização terrorista. Durante a guerra Irã-Iraque (1980–1988), o MKO aliou-se ao governo de Saddam Hussein, fato que aprofundou sua rejeição interna no país.


Embora tenha sido removido de listas de organizações terroristas por países como Estados Unidos e membros da União Europeia na década de 2010, o grupo continua sendo considerado uma organização terrorista pelo governo iraniano e mantém atuação política no exílio, com base principalmente na Europa.


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