Irã exige reparações de cinco Estados árabes por apoio à agressão de Israel e dos Estados Unidos
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O Irã formalizou em 14 de abril uma exigência de compensação contra cinco países árabes por participação na agressão militar conduzida por Estados Unidos e Israel. Em carta enviada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao Conselho de Segurança, Teerã acusou Bahrein, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia de envolvimento direto ou indireto nos ataques. O documento foi assinado pelo embaixador iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, que rejeitou qualquer alegação de autodefesa por parte desses Estados. Segundo o Irã, esses países facilitaram ou participaram de ações militares ilegais contra seu território. A denúncia ocorre em meio à escalada regional iniciada em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta estadunidense-israelense.

Na carta, Iravani afirma que os cinco países não podem invocar o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que prevê o direito à autodefesa, uma vez que contribuíram para a agressão. O diplomata sustenta que, ao permitirem o uso de seus territórios e espaços aéreos por forças estadunidenses e israelenses, esses Estados violaram obrigações internacionais fundamentais. “O Irã é vítima de agressão e exerce seu direito inerente de legítima defesa”, declarou o representante permanente no documento enviado à ONU.
O texto também acusa alguns desses países de participação direta em ataques armados ilegais contra alvos civis dentro do território iraniano. Segundo Teerã, essas ações ampliam a responsabilidade internacional dos envolvidos, exigindo reparações integrais. O Irã demandou que os cinco governos cessem imediatamente o que classificou como atos internacionalmente ilícitos e assumam responsabilidade pelos danos causados.
Ainda de acordo com a missão iraniana, os prejuízos incluem danos materiais e morais resultantes das operações militares. Iravani reiterou que esses países devem “fazer reparação total à República Islâmica do Irã”, incluindo compensações financeiras pelas perdas sofridas em decorrência da agressão coordenada.
Desde o início da ofensiva, o Irã respondeu com ataques de retaliação contra ativos militares dos Estados Unidos na região e em áreas sob ocupação israelense. As ações são conduzidas pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica como parte da operação Promessa Verdadeira 4, direcionadas, segundo Teerã, exclusivamente a bases e infraestruturas militares.
Entre essas respostas, forças iranianas lançaram ataques com drones contra instalações militares no Kuwait, incluindo a base de al-Kharj e o campo de al-Adiri, utilizado por aeronaves estratégicas de reabastecimento dos Estados Unidos. As ações reforçam a ampliação geográfica do confronto e evidenciam o papel dos territórios regionais como plataformas operacionais para a projeção militar estadunidense.
O governo iraniano declarou que respeita a soberania e a integridade territorial de seus vizinhos, mas advertiu que qualquer país que permita o uso de seu território para ataques contra o Irã será considerado parte ativa da agressão.



































