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Irã impõe plano de 10 pontos e força recuo dos EUA após 41 dias de guerra

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirmou nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, que o país alcançou uma “vitória histórica” ao impor aos Estados Unidos a aceitação de um plano de 10 pontos. A declaração foi divulgada no contexto de um cessar-fogo de duas semanas após 41 dias de confrontos envolvendo também Israel.



De acordo com o comunicado oficial, o plano aceito pelos Estados Unidos inclui pontos centrais que alteram significativamente o equilíbrio geopolítico regional, entre eles o reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, a aceitação do enriquecimento de urânio e a suspensão de todas as sanções primárias e secundárias. O documento também menciona o compromisso de revogação de resoluções do Conselho de Segurança e do Conselho de Governadores, o pagamento de reparações ao Irã e a retirada completa das forças militares estadunidenses da região. Ainda segundo o texto, há previsão de cessação das hostilidades em todas as frentes, incluindo contra a Resistência Islâmica no Líbano.


O Conselho descreve o desfecho como resultado direto de uma resposta militar sustentada do Irã e de seus aliados regionais ao que classificou como uma “guerra traiçoeira, ilegal e criminosa”. A declaração atribui a condução estratégica ao atual Líder, Mojtaba Khamenei, e vincula a mobilização popular e militar ao martírio de Khamenei, apresentado como elemento catalisador da resistência. O texto afirma que, desde os primeiros dias do conflito, o objetivo iraniano foi impor custos irreversíveis ao adversário e frustrar qualquer tentativa de desestabilização interna.


A narrativa oficial sustenta que os Estados Unidos e Israel iniciaram a ofensiva com a expectativa de rápida superioridade militar e colapso político do Irã. Segundo o Conselho, essa avaliação ignorou a capacidade de resposta do país e de seus aliados no chamado Eixo da Resistência, que inclui forças no Líbano, Iraque, Iêmen e Palestina ocupada. O comunicado afirma que, ao longo de 40 dias, essas forças infligiram “golpes que a memória histórica da humanidade jamais esquecerá”, atingindo infraestrutura, recursos e posições estratégicas do inimigo.


O plano de 10 pontos apresentado pelo Irã foi encaminhado aos Estados Unidos por meio do Paquistão e inclui, além dos compromissos já mencionados, a criação de um protocolo de trânsito no Estreito de Ormuz sob coordenação iraniana, a liberação de ativos iranianos bloqueados no exterior e a formalização de todos os termos em resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU. Segundo o Conselho, a adoção dessa resolução transformaria o acordo em norma internacional obrigatória, consolidando o que descreve como uma vitória diplomática e militar.


O primeiro-ministro do Paquistão teria informado às autoridades iranianas que, apesar de pressões e ameaças, os Estados Unidos aceitaram esses princípios como base para negociação. A partir dessa sinalização, Teerã decidiu iniciar um processo de negociações diretas em Islamabad com duração inicial de duas semanas, podendo ser estendido por acordo mútuo. O Conselho enfatiza que essas negociações ocorrerão sob “completa desconfiança” em relação ao lado estadunidense e serão tratadas como extensão direta do campo de batalha.


O comunicado insiste que o cessar-fogo em vigor não representa o fim da guerra, mas uma pausa tática condicionada ao avanço das negociações. O texto afirma que qualquer descumprimento por parte dos Estados Unidos será respondido com força total, destacando que “nossos dedos estão no gatilho”. A liderança iraniana também convocou a população a manter unidade política e social durante o processo, classificando o momento como parte de uma luta histórica contra o intervencionismo militar e a pressão econômica externa.


Ao mesmo tempo, o Conselho afirma que a aceitação do plano iraniano por Washington representa uma inflexão estratégica após décadas de políticas coercitivas, sanções e presença militar na região. A declaração enquadra o resultado como derrota do projeto de dominação regional sustentado por alianças entre Estados Unidos e Israel, apontando que a tentativa de desmembramento e controle dos recursos iranianos fracassou diante da resistência organizada e da capacidade de resposta militar do país.

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