Irã revela fracasso de operação estadunidense em Isfahan e expõe suspeita de tentativa de roubo de urânio
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O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que recebeu propostas transmitidas por intermediários envolvendo um plano estadunidense de quinze pontos. O porta-voz Ismail Baghaei afirmou que as negociações não podem ocorrer sob ameaça ou ultimato militar. Paralelamente, Teerã declarou que uma operação estadunidense na região de Isfahan fracassou. Autoridades iranianas indicam que a ação pode ter tido como objetivo a apreensão de urânio enriquecido. As declarações ocorrem em meio a tentativas indiretas de estabelecer um cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz.

Segundo Ismail Baghaei, as propostas foram encaminhadas por meio do Paquistão e de países classificados como aliados ou interlocutores confiáveis, dentro de uma iniciativa diplomática que busca reduzir tensões regionais. O porta-voz afirmou que o conteúdo do plano apresentado por Washington foi considerado inaceitável por Teerã. “Declaramos que essas propostas são extremamente exageradas, incomuns e ilógicas... Preparamos nossas respostas e as anunciaremos explicitamente quando necessário”, declarou.
Baghaei acrescentou que a comunicação indireta entre as partes continua em andamento, com mensagens sendo trocadas por canais diplomáticos alternativos. “A posição de Teerã foi transmitida por meio de intermediários, e é natural que essas mensagens continuem a ser transmitidas”, afirmou. Ele também enfatizou que qualquer processo de negociação não pode coexistir com ameaças militares explícitas. “Negociações não são compatíveis com um ultimato ou com a ameaça de cometer um crime de guerra”, disse.
No campo militar, o porta-voz destacou que uma operação conduzida por forças estadunidenses ao sul de Isfahan não atingiu seus objetivos. “A operação americana fracassou miseravelmente e nossas forças repetiram o histórico incidente de Tabas”, afirmou, em referência à operação militar estadunidense de 1980 que falhou ao tentar intervir no Irã. Segundo Baghaei, há inconsistências na versão apresentada por Washington sobre o alvo da operação.
Ele explicou que o ponto de pouso das aeronaves estadunidenses estava distante do local onde alegadamente se encontrava o objetivo da missão. “O ponto onde os aviões americanos pousaram em Isfahan fica muito longe do ponto onde alegaram que o piloto estava escondido”, declarou. A partir dessa discrepância, autoridades iranianas levantam a hipótese de que a ação teria outro propósito estratégico.
“Existe a possibilidade de que a operação americana ao sul de Isfahan tenha sido um plano para roubar urânio enriquecido iraniano”, afirmou Baghaei, indicando que a localização da operação coincide com áreas sensíveis do programa nuclear iraniano.
No plano diplomático, a agência Reuters informou na segunda-feira, citando uma fonte bem informada, que Irã e Estados Unidos receberam uma proposta para encerrar as hostilidades. Segundo a fonte, o plano prevê implementação imediata e inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
A mesma fonte afirmou que o Paquistão elaborou a estrutura do acordo, que foi entregue simultaneamente a Teerã e Washington durante a noite. O modelo proposto seria dividido em duas fases, iniciando com um cessar-fogo imediato e avançando para um acordo definitivo dentro de um prazo estimado entre 15 e 20 dias.



































