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Governo Lula amplia investimentos sociais e pressiona combustíveis enquanto tenta conter impactos de crise internacional

O governo federal promoveu, entre 31 de março e 4 de abril de 2026, uma série de ações públicas que combinaram celebrações de políticas educacionais, anúncios de investimentos em infraestrutura e medidas para conter a alta dos combustíveis. Em São Paulo, cerca de 15 mil pessoas participaram do evento que marcou os 21 anos do Prouni e os 14 anos da política de cotas nas universidades federais. Em Fortaleza, o Executivo destacou a redução de 43% na evasão escolar do ensino médio associada ao programa Pé-de-Meia, criado em 2024. Paralelamente, o governo avançou na negociação com estados para subsidiar o diesel importado, com adesão superior a 80%. As iniciativas ocorreram sob o pano de fundo da escalada de tensões no Oriente Médio, cujos efeitos pressionam os preços internacionais de energia.


Lula com aluna do Pé-de-Meia
Lula com aluna do Pé-de-Meia

A abertura da semana foi marcada por um evento em São Paulo, na terça-feira (31/3), reunindo estudantes, beneficiários de políticas afirmativas e movimentos sociais para celebrar marcos da ampliação do acesso ao ensino superior. O Programa Universidade para Todos (Prouni), criado em 2005, atingiu 21 anos, enquanto a política de cotas, instituída pela Lei nº 12.711/2012, completou 14 anos. Também foi lembrado o décimo aniversário da formatura da primeira turma de estudantes cotistas.


Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou: “Não há muro, não há cerca quando a gente tem um governo que abre as portas e abre o espaço para que vocês coloquem pra fora aquilo que vocês querem ser. O que nós fizemos foi apenas dar oportunidade. O que vocês fizeram foi provar que dando e tendo oportunidade, qualquer um desse país pode chegar aonde quiser”. O discurso ocorreu diante de relatos de beneficiários, como o da médica quilombola Marina da Silva Barbosa, formada pela Universidade Federal da Bahia, que declarou: “Graças à oportunidade que o governo me deu, hoje eu posso dizer: eu sou doutora. Se eu consegui, vocês também conseguem. Vamos honrar as cotas, porque a cara das universidades mudou”.


No dia seguinte, quarta-feira (1º/4), em Fortaleza, o governo celebrou os dois anos do programa Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes no ensino médio por meio de incentivos financeiros. Segundo dados apresentados pelo Executivo, a política contribuiu para uma redução de 43% na taxa de abandono escolar desde sua implementação em 2024. No mesmo evento, Lula afirmou: “A educação, para mim, é uma obsessão. O que nós estamos fazendo é apenas abrindo uma porta grande e dizendo: passando por essa porta, a filha de uma empregada doméstica vai ter a mesma chance de disputar com a filha de sua patroa”.


Ainda na capital cearense, foi inaugurado o alojamento do novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), parte da primeira etapa de expansão da instituição. O campus ofertará cursos de engenharia de energia e engenharia de sistemas, áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento tecnológico nacional.


Na quinta-feira (2/4), em Salvador, o governo anunciou obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com foco em mobilidade urbana e prevenção de desastres. Entre os projetos apresentados estão investimentos no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a ampliação do metrô entre a estação da Lapa e a futura estação Campo Grande, além de 30 obras de contenção de encostas e macrodrenagem. Lula declarou: “O pobre e o trabalhador desse País são tratados como se fossem invisíveis. E nós, hoje, temos quase R$ 400 bilhões em política de investimento na inclusão social”.


No campo econômico, o governo intensificou negociações com estados para implementar um subsídio ao diesel importado, fixado em R$ 1,20 por litro. Desse total, R$ 0,60 serão custeados pela União e R$ 0,60 pelos estados. Segundo nota conjunta do Ministério da Fazenda e do Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, mais de 80% das unidades federativas sinalizaram adesão à proposta.


A medida ocorre em resposta à alta dos preços internacionais do petróleo, impulsionada pela instabilidade no Oriente Médio, e busca conter impactos diretos sobre o custo de vida e o transporte de cargas. Paralelamente, o governo mobilizou uma força-tarefa nacional para fiscalizar preços de combustíveis, envolvendo órgãos federais, polícias e Procons estaduais e municipais.


Até o início de abril, 5.300 postos de combustíveis haviam sido fiscalizados, além de 322 distribuidoras. As operações resultaram em mais de 3.500 notificações, que podem levar a multas de até R$ 14 milhões por irregularidades, com base no Código de Defesa do Consumidor.


Em entrevista à TV Record Bahia, na quinta-feira (2/4), Lula afirmou que o governo atua em múltiplas frentes para evitar que a crise internacional impacte diretamente a população brasileira: “O que eu posso te garantir é que nós faremos tudo o que estiver ao alcance do País para não permitir que a guerra do Irã chegue ao prato de comida do povo brasileiro e muito menos chegue ao tanque de combustível do caminhoneiro, que já tem dificuldade com o seu frete”.

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