"É vassalagem explícita, é submissão": Flávio Bolsonaro oferece minerais aos EUA, afirma Jandira Feghali
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A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de atuar com submissão aos interesses do governo estadunidense liderado por Donald Trump. A declaração foi feita após discurso do parlamentar brasileiro durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas. No evento, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil poderia fornecer minerais críticos e de terras raras para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação à China. Segundo ele, “o Brasil é a solução para que os EUA não dependam da China”. A fala provocou reação imediata de setores políticos brasileiros que apontam riscos à soberania nacional.

Jandira Feghali, líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, afirmou que a atuação do senador vai além de posicionamentos retóricos e representa alinhamento prático com interesses externos. Em declaração pública, a parlamentar afirmou:
“Nos EUA, se comporta como aliado de Donald Trump, defendendo interesses que ameaçam nossa autonomia econômica e até nossas eleições. Não é só discurso: é vassalagem explícita, é submissão política, é ataque direto à soberania brasileira. O Brasil não é colônia – e quem age como representante de EUA não representa o povo brasileiro”.
O episódio ocorreu durante a realização da CPAC no estado do Texas, evento que reúne lideranças conservadoras internacionais e figuras ligadas à política estadunidense. No discurso, Flávio Bolsonaro apresentou o território brasileiro como alternativa estratégica para o fornecimento de insumos minerais considerados essenciais para cadeias produtivas de alta tecnologia, em um contexto de disputa geopolítica entre Estados Unidos e China por acesso a recursos naturais críticos.
A crítica de Jandira também faz referência direta a um relatório recente do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que questionou políticas econômicas brasileiras, incluindo o sistema de pagamentos instantâneos Pix. O documento estadunidense apontou o modelo como potencial obstáculo à atuação de empresas estrangeiras no setor financeiro nacional.
Ao comentar o tema, a deputada destacou o contraste entre políticas internas e pressões externas: “Enquanto o Brasil constrói soberania com ferramentas como o Pix – público, gratuito e nacional – Flávio Bolsonaro cruza a fronteira para pedir pressão estrangeira sobre o próprio país”, afirmou.


































