"Toda a nossa região vai arder porque vocês insistem em seguir as ordens de Netanyahu.” Mohammad Baqer Qalibaf
- www.jornalclandestino.org

- há 7 horas
- 2 min de leitura
O presidente do Parlamento do Irã alertou neste domingo (5) que as ações do presidente estadunidense Donald Trump podem desencadear uma catástrofe regional de grandes proporções. A declaração foi feita por Mohammad Baqer Qalibaf em publicação oficial na plataforma LinkedIn. Segundo ele, as ameaças de ataques contra infraestrutura civil iraniana aprofundam a escalada iniciada após bombardeios de 28 de fevereiro conduzidos por Estados Unidos e Israel. Qalibaf acusou Trump de seguir diretamente a linha política do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Teerã mantém que responderá a qualquer agressão e já impôs restrições estratégicas no Estreito de Ormuz.

Em sua declaração, Qalibaf foi direto ao associar a política externa estadunidense à escalada do confronto. “Suas ações imprudentes estão arrastando os Estados Unidos para um inferno na Terra para todas as famílias, e toda a nossa região vai arder porque vocês insistem em seguir as ordens de Netanyahu”, afirmou. A crítica explicita não apenas a tensão bilateral, mas a articulação entre Washington e Tel Aviv na condução de operações militares na Ásia Ocidental.
O parlamentar iraniano também advertiu que o presidente estadunidense não obterá resultados por meio da força. Segundo ele, qualquer tentativa de impor objetivos estratégicos por meio de ataques contra alvos civis configura crime de guerra e tende a ampliar o custo político e militar para os próprios Estados Unidos. Qalibaf defendeu o respeito aos direitos do povo iraniano e o fim do que classificou como “jogo perigoso”, em referência direta à escalada militar em curso.
As declarações ocorrem após Trump renovar, no domingo (5), a ameaça de “desencadear o inferno” contra o Irã caso o país mantenha restrições no Estreito de Ormuz. O presidente estadunidense afirmou que pretende atingir usinas de energia e pontes, chegando a indicar a terça-feira (7) como possível data para uma ofensiva que, segundo ele, resolveria a situação “de uma só vez”.



































