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Israel amplia controle territorial no norte de Gaza e intensifica ataques no sul, apesar do cessar-fogo

Forças israelenses expandiram nas últimas 24 horas a área de ocupação militar no norte da Faixa de Gaza, ultrapassando a chamada “linha amarela”, enquanto retomaram bombardeios no sul do enclave, segundo relatos de campo. Desde o início do cessar-fogo em 10 de outubro, ataques já deixaram ao menos 414 palestinos mortos e 1.145 feridos, de acordo com autoridades de saúde locais.


De acordo com informações apuradas no terreno, o Exército de Israel avançou no leste da cidade de Gaza, especialmente nos bairros de Tuffah, Shujayea e Zeitoun, ampliando a zona sob controle militar. A movimentação tem reduzido ainda mais as áreas disponíveis para a população civil, forçando deslocamentos internos e concentrando famílias em regiões cada vez menores do território.


A expansão militar aproxima as tropas israelenses da estratégica Rua Salah al-Din, uma das principais vias do enclave. Com isso, famílias deslocadas que buscavam abrigo nas proximidades foram obrigadas a fugir novamente, em meio a alertas de segurança e à intensificação das operações terrestres.


@Mahmoudhamda
@Mahmoudhamda

Correspondentes da agência palestina WAFA relatam que o aumento da presença militar tem provocado forte pressão sobre áreas densamente povoadas. Em bairros como Zeitoun, Shujayea e Tuffah, a população teria mais que dobrado ou triplicado, já que moradores impedidos de retornar às suas casas buscam refúgio em zonas ainda acessíveis.


Além do avanço no norte, ataques de artilharia e disparos de helicópteros foram registrados no sul da Faixa de Gaza, especialmente nas regiões ao norte e leste de Rafah e Khan Younis. No domingo, novos bombardeios atingiram áreas fora do controle militar direto de Israel, resultando na morte de ao menos três pessoas em ataques separados em Khan Younis, segundo fontes médicas.


No centro de Gaza, um prédio de cinco andares desabou no campo de refugiados de Maghazi. A estrutura havia sido atingida anteriormente por bombardeios no fim de 2023. Equipes da Defesa Civil continuam procurando desaparecidos sob os escombros. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, de acordo com a agência palestina Wafa.


Desde a entrada em vigor do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em 10 de outubro, autoridades de saúde de Gaza afirmam que ataques israelenses continuam ocorrendo de forma recorrente, resultando em centenas de mortos e feridos, o que caracterizaria violações do acordo de trégua.


Atualmente, estimativas indicam que Israel exerce controle físico sobre mais de 50% da Faixa de Gaza. Ao mesmo tempo, persiste o bloqueio à entrada de grandes volumes de ajuda humanitária internacional, retida nas passagens fronteiriças. Israel afirma que não há escassez de ajuda, enquanto organismos das Nações Unidas e organizações humanitárias no terreno relatam dificuldades severas de acesso a alimentos, água, medicamentos e abrigo.


Em meio a esse cenário, cresce a expectativa em torno de uma possível reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito. Para parte da população, a medida poderia permitir atendimento médico, reunificação familiar e algum alívio humanitário. Outros, no entanto, temem que a abertura seja limitada ou funcione apenas como saída definitiva, sem garantia de retorno.


Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde de Gaza, desde o início da guerra, em outubro de 2023, ao menos 71.386 palestinos morreram e 171.264 ficaram feridos. Apenas desde o acordo de cessar-fogo, há cerca de três meses, mais de 420 mortes teriam sido registradas.

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