Israel bombardeia sinagoga de comunidade judaica no Irã
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Ataques conjuntos entre forças militares estadunidenses e israelenses destruíram completamente uma sinagoga em Teerã na manhã de 7 de abril de 2026. A informação foi divulgada por veículos de imprensa iranianos, incluindo o jornal Shargh e a agência semioficial Mehr. Segundo os relatos, o bombardeio atingiu inicialmente um prédio residencial adjacente no centro da capital iraniana. Pelo menos 15 pessoas morreram em diferentes ataques realizados durante a noite em várias regiões do país. Não há confirmação oficial imediata sobre vítimas específicas no local da sinagoga destruída.

A agência Mehr relatou que o impacto ocorreu após um projétil atingir um edifício residencial vizinho, provocando danos colaterais severos à sinagoga e às construções ao redor.
Imagens divulgadas por veículos iranianos mostram equipes de resgate atuando entre os escombros, com livros em hebraico espalhados pelo chão, evidenciando a destruição do local de culto. O relatório da Mehr acrescenta que a configuração urbana da área, marcada por ruas estreitas, amplificou os danos estruturais, afetando tanto o interior quanto o exterior de prédios vizinhos.
Em um vídeo publicado pela emissora estatal IRIB, o representante da comunidade judaica no parlamento iraniano, Homayoun Sameh, denunciou diretamente a ação militar israelense.
“O regime sionista não teve misericórdia desta comunidade durante os feriados judaicos e atacou uma de nossas sinagogas antigas e sagradas”, afirmou. Ele acrescentou: “Infelizmente, durante esse ataque, o prédio da sinagoga foi completamente destruído e nossos rolos da Torá ficaram sob os escombros”.
O judaísmo é reconhecido oficialmente como religião minoritária no Irã, que mantém uma das mais antigas comunidades judaicas do Oriente Médio. Embora não existam dados oficiais recentes divulgados publicamente, estimativas apontam que alguns milhares de judeus ainda vivem no país, após uma significativa redução populacional desde a Revolução Islâmica de 1979.
O jornal Shargh descreveu a Sinagoga Rafi-Nia como “um dos lugares mais importantes para os judeus de Khorasan se reunirem e celebrarem”, ressaltando sua relevância histórica e comunitária, especialmente para fiéis originários da região nordeste do Irã.
Os ataques integram uma escalada coordenada de ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra alvos dentro do território iraniano. Segundo a mídia local, ao menos 15 pessoas foram mortas durante a ofensiva noturna. A agência Mehr informou que seis corpos foram retirados dos escombros na cidade de Pardis, localizada a leste de Teerã.
Autoridades locais também confirmaram que nove pessoas morreram após um ataque aéreo israelense atingir um bairro residencial na cidade de Shahriar, na região oeste da província de Teerã.













































