Nazaré, não é espetáculo, mas um sintoma de um sistema climático em ruptura motivado pelo aquecimento dos oceanos
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O oceano global está mostrando sinais claros de aquecimento e instabilidade, impulsionando ondas gigantes em pontos geográficos tão distintos quanto o litoral da Sicília e a Praia do Norte em Nazaré. Essa intensificação está diretamente ligada ao aumento de energia térmica nos mares causado pelo aquecimento climático acelerado por emissões industriais. Em Nazaré, ondas acima de 15 metros no inverno são agora parte de um padrão que revela mudanças no comportamento do sistema oceânico. Cientistas climáticos alertam que tais eventos extremos serão ainda mais frequentes se as principais economias — lideradas pelos Estados Unidos — não desmantelarem seus modelos de produção de carbono. A conexão entre ondas gigantes e a crise climática é um sinal de que a superfície dos oceanos, essencial para regular o clima, está perdendo o equilíbrio sob o peso de décadas de poluição e inação.

Os dados climáticos são inequívocos: satélites e boias detectam padrões de ondas e tempestades que, historicamente, apareciam raramente, agora se repetem com maior regularidade conforme os sistemas meteorológicos ganham energia extra do aquecimento oceânico. A absorção de calor pelos oceanos — que já captou cerca de 90% do excesso térmico gerado por gases de efeito estufa — intensifica a formação de sistemas de baixa pressão e ventos mais fortes, alimentando ressacas marítimas e ondas gigantes com potência superior ao que era considerado normal no século XX.
Essa nova realidade climática transcende relatos de surfistas ou atrações turísticas; é uma evidência física de que o sistema climático terrestre está sob estresse profundo. E, como muitos cientistas alertam, sem uma mudança estrutural no modelo energético global — em particular sem que os Estados Unidos repensem seu papel hegemônico nas emissões — os impactos serão cada vez mais severos e sentidos em todo o planeta.









































