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Novo governo chileno “pinochetista” executa primeira expulsão de migrantes

O governo chileno expulsou 40 estrangeiros em operação realizada em 16 de abril de 2026. A medida foi executada sob a gestão do presidente José Antonio Kast, que assumiu o cargo em 11 de março. Os deportados foram enviados para Bolívia, Equador e Colômbia em voo da Força Aérea. A ação integra a política de “mão de ferro” contra migrantes adotada pela atual administração. O plano inclui deportações em massa e militarização das fronteiras.


José Antonio Kast | ARQUIVO
José Antonio Kast | ARQUIVO

De acordo com informações divulgadas pela Prensa Latina, o voo partiu na manhã de quinta-feira da base aérea de Pudahuel, transportando 19 cidadãos colombianos, 12 bolivianos e nove equatorianos. Entre os 40 expulsos, 25 foram alvo de medidas administrativas e 15 por decisões judiciais, refletindo uma combinação de instrumentos legais utilizados para acelerar deportações.


A operação ocorre pouco mais de um mês após a posse de José Antonio Kast, que construiu sua campanha eleitoral com forte discurso anti-imigração. Durante o processo eleitoral, o atual presidente prometeu deportar mais de 300 mil imigrantes em situação irregular, vinculando a presença estrangeira a questões de segurança interna e ordem pública.


Como parte dessa estratégia, o governo também iniciou a construção de valas ao longo da fronteira norte do país, em um projeto denominado “Escudo de Fronteira”. A iniciativa busca dificultar a entrada de migrantes por rotas terrestres e reforça a militarização de áreas historicamente marcadas por fluxos migratórios regionais.


A política foi celebrada por setores governistas, que a apresentam como resposta à pressão interna por controle migratório. No entanto, partidos de oposição criticaram a medida, argumentando que se trata de ação com forte apelo midiático e eficácia limitada no enfrentamento das dinâmicas reais da migração.


A adoção de medidas coercitivas contra migrantes se insere em um contexto mais amplo de endurecimento de políticas migratórias na América Latina, frequentemente alinhadas a modelos de controle promovidos por governos e instituições estadunidenses, que historicamente impulsionam estratégias de contenção e securitização de fluxos humanos na região.

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