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Número de mortos por Ebola na RDCongo sobe para 304

O governo da República Democrática do Congo confirmou 304 mortes no atual surto de Ebola no leste do país. O total de casos confirmados chegou a 1.155 desde a declaração da epidemia em 15 de maio de 2026. A taxa de letalidade registrada é de 26,3%, com 138 pacientes recuperados e 326 em isolamento ou hospitalização.


Uma epidemia de ebola está ativa na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como uma emergência de saúde pública | ARQUIVO
Uma epidemia de ebola está ativa na República Democrática do Congo (RDC) e em Uganda. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto como uma emergência de saúde pública | ARQUIVO

Ebola atingiu principalmente a província de Ituri, na fronteira com Uganda e Sudão do Sul, com expansão para Kivu do Norte e Kivu do Sul, no leste da República Democrática do Congo. As autoridades sanitárias identificaram também transmissão transfronteiriça, com registro de 20 casos confirmados em Uganda, incluindo duas mortes. Os governos dos dois países estabeleceram um plano conjunto de resposta de 90 dias para reforço de capacidade laboratorial e atendimento em saúde.


Organização Mundial da Saúde identificou a cepa Bundibugyo como agente do surto. A organização informou ausência de vacina autorizada e de tratamento específico para essa variante e classificou a situação como “emergência de saúde pública de importância internacional”. A OMS estimou risco de disseminação em países da África Subsaariana.


O Instituto Nacional de Saúde Pública da França informou o primeiro caso confirmado em território francês, envolvendo um médico que retornou de missão na República Democrática do Congo. Segundo o comunicado, “O paciente é um médico intensivista que participou da resposta ao surto de Ebola em Bunia, representando a ONG Alima; ele desenvolveu sintomas durante um voo para a França, onde reside atualmente”.


Os dados oficiais indicam que o surto atinge nível histórico em comparação com epidemias anteriores registradas no continente africano, incluindo os períodos de 2014 a 2016 na África Ocidental e de 2018 a 2020 no leste congolês. As autoridades reportam taxa de rastreamento de contatos de 79,2% em meio à transmissão por contato direto com fluidos corporais.

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