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NYTimes revela como Netanyahu levou os EUA à guerra com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a participação direta em um ataque ao Irã após intensa pressão do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. A decisão foi consolidada após uma reunião sigilosa realizada em 11 de fevereiro de 2026 na Sala de Situação da Casa Branca. Informações reveladas pelo The New York Times indicam que o encontro foi determinante para colocar Washington no caminho de um novo conflito no Oriente Médio. O plano israelense previa ataques militares combinados e até mesmo mudança de governo em Teerã. Apesar de alertas internos classificando parte da proposta como “farsa”, Trump deu sinal verde à operação dias depois.


Trump e Netanyahu ©WHITE HOUSE
Trump e Netanyahu ©WHITE HOUSE

O encontro ocorreu pouco antes das 11h da manhã de 11 de fevereiro, quando Netanyahu chegou discretamente à Casa Branca em um SUV preto, evitando contato com a imprensa. Após uma reunião inicial na Sala do Gabinete, o premiê israelense conduziu uma apresentação altamente confidencial na Sala de Situação — espaço raramente utilizado para encontros presenciais com líderes estrangeiros. Trump, sentado lateralmente diante de grandes telas, assistiu à exposição enquanto Netanyahu se posicionava diretamente à sua frente, com o diretor do Mossad, David Barnea, e oficiais militares israelenses projetados atrás dele, compondo uma encenação típica de comando em tempo de guerra.


Participaram da reunião figuras centrais do aparato estatal estadunidense, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Guerra Pete Hegseth, o diretor da CIA John Ratcliffe e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. Também estavam presentes Jared Kushner e Steve Witkoff. A reunião foi mantida em sigilo absoluto, excluindo inclusive membros do próprio gabinete e o vice-presidente JD Vance, que estava no Azerbaijão.


Durante cerca de uma hora, Netanyahu apresentou um plano que combinava ataques aéreos massivos, assassinato de lideranças iranianas e incentivo a revoltas internas para derrubar o governo. O premiê chegou a exibir um vídeo com possíveis substitutos do atual sistema político iraniano, incluindo Reza Pahlavi. A proposta também previa apoio a insurgências e a abertura de uma frente terrestre por forças curdas vindas do Iraque. Segundo Netanyahu, o programa de mísseis iraniano poderia ser destruído em semanas e a reação regional seria limitada.


Trump reagiu positivamente à apresentação. “Parece-me ótimo”, declarou ao final, sinalizando alinhamento com a estratégia israelense. Assessores interpretaram a resposta como um indicativo claro de que o presidente já estava inclinado a aprovar a operação. A convergência entre Washington e Tel Aviv, construída ao longo de meses, refletia uma sintonia ideológica e estratégica que ultrapassava inclusive resistências internas na própria Casa Branca.


Trump e Netanyahu ©WHITE HOUSE
Trump e Netanyahu ©WHITE HOUSE

No dia seguinte, 12 de fevereiro, a comunidade de inteligência estadunidense apresentou sua avaliação em nova reunião. Dividindo o plano em quatro etapas — assassinato da liderança, destruição militar, revolta popular e mudança de regime — os analistas consideraram apenas os dois primeiros objetivos viáveis. Ratcliffe classificou a parte referente à mudança de regime como “farsa”. Rubio reforçou: “Em outras palavras, é uma grande mentira”.


O general Caine também demonstrou ceticismo. “Eles exageram na propaganda e seus planos nem sempre são bem elaborados. Eles sabem que precisam de nós”, afirmou ao presidente. Ainda assim, Trump descartou a necessidade de viabilidade total do plano e indicou interesse em avançar com os objetivos militares imediatos, incluindo a eliminação da liderança iraniana e a destruição de suas capacidades estratégicas.


Apesar das advertências, o processo decisório foi marcado pela predominância dos instintos do presidente e pela pressão israelense. O general Caine alertou que uma guerra prolongada poderia esgotar rapidamente os estoques militares dos Estados Unidos, já comprometidos por anos de apoio a aliados. Também destacou os riscos no Estreito de Ormuz, rota vital para o fluxo global de petróleo. Trump, no entanto, minimizou essas preocupações, apostando em uma campanha rápida e decisiva.


Dentro do gabinete, Hegseth se destacou como principal defensor da guerra. Rubio manteve posição ambivalente, preferindo pressão econômica, mas sem confrontar diretamente o presidente. Já Vance foi o principal opositor interno, classificando o conflito como “um enorme desperdício de recursos” e alertando para consequências imprevisíveis, incluindo caos regional e colapso político interno.


Nos bastidores, negociações diplomáticas conduzidas por Kushner e Witkoff em Omã e na Suíça fracassaram. A oferta de fornecimento de combustível nuclear foi rejeitada por Teerã, considerada ofensiva à soberania iraniana. Paralelamente, novas informações de inteligência indicaram uma rara oportunidade de ataque contra a liderança iraniana reunida em local aberto.


Em 26 de fevereiro, às 17h, ocorreu a reunião final na Sala de Situação. Com posições já consolidadas, Trump ouviu seus assessores. Vance reiterou sua oposição, mas declarou apoio caso a decisão fosse mantida. Rubio condicionou seu apoio a objetivos limitados. Ratcliffe admitiu que a eliminação da liderança era viável. O conselheiro jurídico David Warrington considerou a operação legal.


Ao final, Trump anunciou sua decisão: “Acho que precisamos fazer isso”. No dia seguinte, a bordo do Air Force One, às vésperas do prazo operacional, enviou a ordem definitiva: “Operação Epic Fury aprovada. Sem abortos. Boa sorte.”

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