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Paquistão confirma que o acordo estabelecia “cessar-fogo imediato e abrangente, incluindo o território libanês”

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou em 8 de abril de 2026 que o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos foi violado. Segundo ele, os ataques israelenses ao Líbano desrespeitam os termos acordados. A trégua havia sido mediada por Islamabad com duração inicial de duas semanas. O governo iraniano reagiu afirmando que prepara uma resposta contundente. Autoridades paquistanesas alertaram que as violações comprometem qualquer avanço diplomático.



Sharif declarou publicamente que os bombardeios israelenses em território libanês “minam o espírito do processo de paz”, em referência ao acordo anunciado na terça-feira, 7 de abril de 2026. Em mensagem divulgada na rede X na manhã do dia 8, o premiê afirmou que o entendimento previa “um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outras áreas”, contrapondo diretamente a narrativa adotada por autoridades estadunidenses e israelenses.


A escalada militar no Líbano ocorre no contexto da ofensiva conjunta estadunidense-israelense contra o Irã e seus aliados regionais, iniciada no final de fevereiro de 2026. De acordo com dados divulgados por autoridades locais, os ataques israelenses mais recentes deixaram ao menos 254 mortos e mais de 1.165 feridos em território libanês, evidenciando a dimensão da ofensiva que Tel Aviv tenta tratar como operação isolada.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à emissora PBS, também em 8 de abril, que o Líbano “não está incluído” no acordo de cessar-fogo, classificando os ataques como “uma escaramuça à parte”. A declaração explicita a tentativa de fragmentar o teatro de operações militares, dissociando a agressão ao Líbano do pacto mediado pelo Paquistão, enquanto responsabiliza o Hezbollah pela continuidade dos confrontos, afirmando que o grupo seria “confrontado”.


A posição estadunidense, no entanto, contrasta com a leitura iraniana de que o Líbano integra o mesmo eixo estratégico do conflito. Teerã advertiu que qualquer ataque ao território libanês será tratado como agressão direta contra o Irã, sinalizando possibilidade de ampliação regional da resposta militar. O Hezbollah, por sua vez, intensificou ataques com mísseis e drones contra alvos israelenses desde o início da ofensiva conjunta no fim de fevereiro.


Além do front libanês, novas violações do cessar-fogo foram registradas dentro do próprio território iraniano. Autoridades do Ministério do Petróleo informaram que uma refinaria localizada na ilha de Lavan foi atingida poucas horas após o anúncio oficial da trégua. O ataque provocou reação imediata das forças iranianas, que lançaram ofensivas contra alvos nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait, ampliando o raio de instabilidade no Golfo Pérsico.


Relatos posteriores da mídia iraniana indicaram que sistemas de defesa aérea em Teerã foram ativados diante de novas incursões, embora não tenha havido confirmação oficial detalhada sobre danos ou alvos atingidos. Também foi informado que um drone israelense foi abatido, reforçando a percepção de que o cessar-fogo anunciado já se encontra, na prática, em colapso operacional poucas horas após sua formalização.

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