Trump exclui Líbano de cessar-fogo e Teerã ameaça romper acordo
- www.jornalclandestino.org

- há 4 horas
- 2 min de leitura
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira, 8 de abril de 2026, que o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo firmado com o Irã. A afirmação ocorre em meio a ataques aéreos israelenses que deixaram centenas de mortos e feridos no território libanês. A exclusão do Líbano do acordo intensificou tensões regionais e levou Teerã a ameaçar abandonar o entendimento. Autoridades iranianas também sinalizaram a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz. O cenário aponta para ampliação do conflito em múltiplas frentes.
Segundo declaração pública de Trump, o Líbano foi excluído do acordo por conta do Hezbollah, descrito por ele como uma “luta à parte” que “também seria resolvida”. A posição do governo estadunidense explicita a fragmentação deliberada do cessar-fogo, ao separar teatros de conflito interligados, o que na prática permite a continuidade de operações militares israelenses em território libanês mesmo após o anúncio formal de trégua com o Irã.
De acordo com a agência iraniana Tasnim, uma fonte afirmou que o Irã se retirará do acordo de cessar-fogo caso Israel continue violando seus termos por meio de ataques ao Líbano e ao próprio território iraniano. A mesma fonte declarou que a cessação das hostilidades “em todas as frentes, incluindo o Líbano”, havia sido acordada pelos Estados Unidos como parte de um plano de trégua de duas semanas, o que contradiz diretamente a posição posteriormente anunciada por Trump.

Desde o amanhecer de quarta-feira, o exército de ocupação israelense lançou ataques aéreos descritos como os mais intensos desde o início da ofensiva no início de março. Os bombardeios atingiram o sul do Líbano, o Monte Líbano, os subúrbios do sul de Beirute e áreas centrais da capital, além de cidades como Tiro, Hermel e regiões do Vale do Bekaa. A amplitude geográfica dos ataques demonstra uma operação coordenada em escala nacional, com impacto direto sobre áreas urbanas densamente povoadas.
O Ministério da Saúde libanês informou que os ataques resultaram em dezenas de mártires e centenas de feridos, enquanto equipes de resgate continuam as buscas por pessoas presas sob os escombros. Hospitais operam acima da capacidade, enfrentando escassez de recursos diante do fluxo contínuo de vítimas, o que evidencia o colapso progressivo da infraestrutura civil sob bombardeio.
Paralelamente, o exército israelense anunciou ter conduzido “o maior ataque” contra alvos que classificou como pertencentes ao Hezbollah, poucas horas após a divulgação do acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A declaração reforça a contradição entre o discurso diplomático e a prática militar, colocando em dúvida a efetividade e a própria existência de um compromisso real de desescalada por parte do eixo estadunidense-israelense.
Veículos de comunicação iranianos relataram que Teerã avalia abandonar o acordo caso os ataques ao Líbano persistam, reiterando que qualquer cessar-fogo deve abranger todas as frentes simultaneamente. No mesmo contexto, foram divulgadas informações de que petroleiros em trânsito pelo Estreito de Ormuz foram impedidos de navegar, sinalizando uma resposta direta à escalada militar e ampliando o risco de impacto imediato no fluxo energético global.



































