EBC: 'Bolsa Família abre portas para as pessoas crescerem', destaca Wellington Dias
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou em 25 de maio que o Bolsa Família atua como instrumento de inserção econômica e redução da pobreza no Brasil. Dados apresentados pelo governo federal e por pesquisas acadêmicas apontam crescimento do emprego formal, redução de internações e avanço educacional entre beneficiários do programa. Os números confrontam décadas de discurso neoliberal que classificou políticas de transferência de renda como “gasto improdutivo” enquanto sucessivos governos mantiveram privilégios tributários para bancos, latifúndios e setores ligados ao capital financeiro.

“O Programa Bolsa Família não é só transferência de renda. Ele é um programa que abre portas para as pessoas crescerem. Agora, quem diz isso é a ciência”, declarou Wellington Dias à Agência Gov, em reportagem publicada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
O ministro citou um estudo divulgado em março de 2026 pelo National Bureau of Economic Research (NBER), centro de pesquisa vinculado a universidades estadunidenses. O levantamento foi elaborado por pesquisadores ligados à Columbia University, à Stanford University e à Fundação Getulio Vargas. Segundo o trabalho, a ampliação do Bolsa Família em 2012 elevou índices de emprego, reduziu internações hospitalares e evitou aproximadamente mil mortes entre famílias em situação de extrema pobreza.
“Com o Bolsa Família, evitamos despesas com internações, com adoecimentos. Porque as pessoas passam a sair da subnutrição e da desnutrição”, afirmou Wellington Dias.
O estudo do NBER integra uma série de pesquisas produzidas desde a criação do programa, em 2003, durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O Bolsa Família surgiu em meio a um cenário marcado por desemprego, informalidade e aprofundamento da desigualdade social após os ciclos de privatizações e desmonte de políticas públicas implementados na década de 1990 sob orientação de organismos financeiros internacionais.
Segundo Wellington Dias, o impacto do programa aparece no acesso ao mercado de trabalho, na permanência escolar e na qualificação profissional dos beneficiários. “O efeito é que o Brasil não só tirou quase 30 milhões de pessoas da fome, mas também já alcançamos mais de 14 milhões de pessoas superando a pobreza. Cerca de dois milhões de pessoas do Cadastro Único e do Bolsa Família estão em cursos profissionalizantes, além daqueles que estão em cursos superiores e pós-graduações”, declarou.
O ministro também rebateu discursos utilizados por setores empresariais e por parte da mídia corporativa contra programas de transferência de renda. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que pessoas inscritas no Cadastro Único responderam por 81,2% das vagas formais criadas no primeiro bimestre de 2026.
“Dizem que essas pessoas não são incentivadas a trabalhar, muitos dizem que estimula a preguiça, e isso é puro preconceito. Então eles querem trabalhar. Agora, querem emprego justo”, afirmou Wellington Dias.
Entre os mecanismos mantidos no programa está a chamada Regra de Proteção. A medida permite que famílias que ultrapassem o limite de renda exigido para entrada no Bolsa Família continuem recebendo parte do benefício por um período determinado. O governo federal afirma que o objetivo é impedir que trabalhadores percam renda imediatamente após conseguirem emprego formal.
O ministro relacionou o Bolsa Família à redução de formas extremas de exploração do trabalho. “Esse país superou uma fase em que as pessoas se submetiam como verdadeiros escravos por um prato de comida”, declarou.
Outro levantamento citado pelo governo foi produzido pela Fundação Getulio Vargas com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) entre 1976 e 2024. Segundo a pesquisa, 17,4 milhões de brasileiros deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes A, B e C entre 2023 e 2024. O número equivale à população total do Equador.
A Fundação Getulio Vargas informou que a velocidade da ascensão social registrada entre 2022 e 2024 foi 74% superior à observada entre 2003 e 2014. Nos últimos dois anos, a participação das classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais na população brasileira. Entre 13 e 14 pontos percentuais desse avanço correspondem a famílias atendidas pelo Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).
“Agora, temos transferência de renda, complementação alimentar, e garantia não só da condição de alimentação, mas também de abrir portas para as pessoas crescerem. Quando as pessoas crescem, quem cresce? O Brasil”, declarou Wellington Dias.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Bolsa Família alcançou 19,08 milhões de famílias em maio de 2026. O benefício médio pago no período foi de R$ 678,01 por residência.
O programa foi relançado pelo governo federal em 2023 após alterações implementadas na gestão anterior. O novo modelo retomou benefícios vinculados ao número de integrantes da família, presença de crianças, adolescentes e gestantes, além de regras relacionadas à permanência escolar, vacinação e acompanhamento de saúde.
De acordo com o governo federal, o Bolsa Família opera articulado com políticas de educação, saúde, assistência social, esporte, ciência e trabalho. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social afirma que a estratégia busca reduzir pobreza, insegurança alimentar e exclusão econômica em regiões atingidas por desemprego estrutural e precarização das relações de trabalho.



































