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FOGO NO PARQUINHO: CARLOS BOLSONARO ACUSA ZEMA DE “FACADA” CONTRA BOLSONARISMO

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, atacou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), após declarações sobre a pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro para 2026. A reação ocorreu depois de Zema afirmar, em evento da Amcham na segunda-feira, 25 de maio, que votos em Flávio poderiam favorecer a reeleição do presidente Lula.


Carlos Bolsonaro ©ARQUIVO
Carlos Bolsonaro ©ARQUIVO

Durante participação no evento promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), Romeu Zema declarou: “Quem está votando em Flávio Bolsonaro muito provavelmente vai entregar a eleição para Lula. Isso se não surgir mais nada daqui pra frente”. A fala ocorreu em meio às articulações para a sucessão presidencial de 2026, que já movimentam partidos da direita, frações empresariais e grupos ligados ao mercado financeiro.


A declaração provocou reação pública de Carlos Bolsonaro nas redes sociais. Sem citar inicialmente o nome do governador mineiro, o vereador publicou mensagem em tom de ataque direto contra Zema e aliados políticos do Novo.


“Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse! Tentamos e na primeira oportunidade vem mais uma facada! E não me venham falar que isto é pontual, pois não é”, escreveu Carlos Bolsonaro.

Na sequência, o parlamentar afirmou que pessoas ligadas ao governador atuariam de forma coordenada contra o bolsonarismo. “O que seus satélites fazem são facilmente identificados quando rapidamente pesquisados, seja por inércia, seja por ação direta! Analisem e tirem vocês suas conclusões!”, declarou.


Carlos Bolsonaro também associou a movimentação de Zema a uma disputa interna pelo controle da direita brasileira e afirmou que o governador estaria contribuindo para a fragmentação do próprio partido. “Este sujeito está cada dia fazendo a chance de seu partido se desintegrar de forma brutal. E os que o apoiam de forma velada ou se mantém inertes, se mostram cada vez de forma mais cristalina o que pretendem fazer com o país”, publicou.


Zema. ©ARQUIVO
Zema. ©ARQUIVO

O embate ocorre em um cenário de reorganização da direita após o desgaste político e judicial enfrentado por Jair Bolsonaro. Com o ex-presidente fora da disputa direta e setores empresariais buscando uma candidatura vinculada à agenda liberal de privatizações, austeridade fiscal e alinhamento ao capital internacional, governadores como Romeu Zema passaram a disputar espaço como alternativa ao núcleo bolsonarista tradicional.


Aliados de Jair Bolsonaro interpretaram a declaração de Zema como ataque à viabilidade eleitoral de Flávio Bolsonaro e como tentativa antecipada de ocupar a liderança do campo conservador. Nos bastidores, integrantes do PL passaram a tratar o governador mineiro como adversário interno da direita, diante da avaliação de que o Novo tenta construir uma candidatura presidencial desvinculada da família Bolsonaro, mas ainda conectada ao eleitorado conservador e ao empresariado.


A disputa também expõe divergências entre grupos que defendem a manutenção do bolsonarismo como eixo da oposição ao governo Lula e setores que tentam reorganizar a direita em torno de nomes associados ao receituário econômico liberal e à aproximação com agentes do mercado financeiro, bancos e entidades empresariais.

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