TASS: "FIFA precisa fornecer garantias de segurança para o Irã na Copa do Mundo"
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O governo iraniano declarou em 25 de maio de 2026 que a FIFA deve garantir segurança para a seleção nacional durante a Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá. A exigência ocorre em meio à escalada das tensões entre Teerã e Washington e após negociações para transferir os jogos da equipe iraniana do território estadunidense para o México. A pressão diplomática expõe o impacto da política externa estadunidense sobre eventos esportivos internacionais e amplia o debate sobre o uso político de competições organizadas por entidades privadas alinhadas aos interesses das potências ocidentais.

A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, segundo informações publicadas pela agência russa TASS. “A FIFA deve garantir condições adequadas para a participação irrestrita do Irã na Copa do Mundo”, afirmou Baghaei à emissora estatal iraniana de rádio e televisão.
A Federação Islâmica de Futebol da República do Irã participou em 17 de maio de uma reunião com representantes da FIFA na Turquia. O encontro foi confirmado pelo secretário-geral da entidade, Mattias Grafstrom, que declarou que as conversas deram à FIFA “confiança” de que a seleção iraniana participará do torneio.
O debate sobre a presença do Irã na competição ocorre após meses de tensão política envolvendo a realização de partidas em território estadunidense. Em março de 2026, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, anunciou negociações com a FIFA para transferir os jogos da seleção iraniana dos Estados Unidos para o México. A federação iraniana já havia manifestado apoio à mudança do centro de treinamento da equipe nacional para território mexicano.
Em 11 de março, o ministro iraniano dos Esportes, Ahmad Donyamali, declarou que o Irã não participaria da Copa do Mundo caso não houvesse garantias de segurança para atletas, dirigentes e torcedores. Dias depois, em 16 de março, o secretário-geral da Confederação Asiática de Futebol, Windsor John, afirmou que Teerã não havia formalizado qualquer retirada do torneio.
Em 22 de abril, Donyamali voltou a comentar o tema e declarou que a participação iraniana dependeria de garantias concretas de segurança. O ministro afirmou que nenhuma decisão definitiva havia sido tomada naquele momento. As declarações ocorreram em meio ao agravamento das tensões entre Irã e Estados Unidos, incluindo sanções econômicas, ameaças militares e ataques conjuntos de Israel e do governo estadunidense contra interesses iranianos na região.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou posteriormente que a entidade faria “todo o possível” para acomodar a seleção iraniana no torneio. A declaração ocorreu após a ampliação das preocupações em Teerã sobre a possibilidade de restrições políticas, dificuldades de deslocamento e riscos de incidentes envolvendo delegações iranianas em solo estadunidense.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho em 16 cidades distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá. Esta será a primeira edição do torneio com 48 seleções, substituindo o formato anterior de 32 equipes.
Após o sorteio da competição, o Irã foi colocado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Inicialmente, os três jogos da fase de grupos da seleção iraniana estavam programados para ocorrer nos Estados Unidos.
A notícia foi publicada pela agência russa TASS em 25 de maio de 2026.



































