PSDB anuncia apoio à pré-candidatura de Aécio Neves após colapso eleitoral e debandada tucana em São Paulo
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A Executiva Estadual do PSDB de São Paulo anunciou em 25 de maio apoio à pré-candidatura do deputado federal Aécio Neves à Presidência da República nas eleições de 2026. Em nota assinada pelo presidente estadual da legenda, Paulo Serra, o partido afirmou que a candidatura representa um processo de “reconstrução e reposicionamento” após a perda de vereadores, deputados estaduais e prefeituras em São Paulo, principal reduto político tucano desde os anos 1990.

O comunicado afirma que o PSDB pretende construir uma alternativa eleitoral fora da polarização entre os principais grupos políticos do país. Segundo a direção paulista, o Brasil precisa voltar a tratar de “crescimento, emprego, Saúde, Educação, Segurança Pública e eficiência do Estado”, enquanto a pré-candidatura de Aécio Neves representaria “ponderação, experiência e compromisso com o futuro do país”.
O anúncio ocorre em meio ao processo de desintegração política do PSDB, partido que governou o Brasil entre 1995 e 2002 sob Fernando Henrique Cardoso e consolidou programas de privatização, abertura econômica e alinhamento diplomático aos interesses estadunidenses. Em São Paulo, a legenda não elegeu vereadores na capital em 2024 e perdeu os seis deputados estaduais eleitos em 2022, todos migrados para o PSD controlado por Gilberto Kassab.
A saída dos parlamentares foi consolidada em fevereiro durante reunião entre Kassab e integrantes da federação PSDB-Cidadania na Assembleia Legislativa de São Paulo. Após a migração de seis deputados tucanos e um parlamentar do Cidadania para o PSD, a federação perdeu espaço na Alesp, encerrando um ciclo de domínio político iniciado nos anos 1990. Nas eleições municipais de 2024, o PSDB também reduziu o número de prefeituras paulistas de 173 para 21 e não elegeu prefeitos em capitais brasileiras.
Criado em 1988 a partir de uma dissidência do MDB, o PSDB reuniu lideranças como Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, Mário Covas e José Serra. Aécio Neves foi governador de Minas Gerais entre 2003 e 2010, senador e candidato à Presidência em 2014, quando perdeu para Dilma Rousseff no segundo turno por diferença de 3,45 milhões de votos. Nos anos seguintes, tornou-se alvo de investigações ligadas à Operação Lava Jato e a outros inquéritos sobre corrupção; parte dos casos foi arquivada, enquanto em outros chegou a virar réu.



































