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Rússia usa mísseis Oreshnik em retaliação ao terrorismo ucraniano

A Federação Russa lançou entre 23 e 24 de maio de 2026 uma operação contra instalações militares ucranianas na região de Kiev utilizando mísseis hipersônicos Oreshnik, além de armamentos Iskander, Kinzhal, Zircon e drones de ataque. Moscou afirmou que a ofensiva foi uma resposta aos ataques ucranianos contra civis em território russo, incluindo o bombardeio de um dormitório estudantil na República Popular de Lugansk em 22 de maio, que matou 21 pessoas e deixou mais de 40 feridas. Governos europeus acusaram a Rússia de “terror”, enquanto ignoraram o ataque contra estudantes em Lugansk e mantiveram silêncio diante da escalada promovida pelo bloco da OTAN desde o início da operação militar russa.


Rússia - ICBM - Satan 2 - RS-28 Sarmat _ ARQUIVO
Rússia - ICBM - Satan 2 - RS-28 Sarmat _ ARQUIVO

O ataque russo atingiu instalações militares em Belaya Tserkov, nos arredores de Kiev. Vídeos divulgados nas redes digitais registraram o momento da reentrada dos mísseis Oreshnik, que se dividiram em submunições antes de atingir os alvos em alta velocidade. As imagens circularam sem registros de interceptação por parte das defesas aéreas ucranianas fornecidas por países da OTAN.


Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Defesa russo, “os objetivos do ataque foram alcançados, todos os alvos designados foram atingidos”. A operação combinou mísseis balísticos Iskander, mísseis hipersônicos Kinzhal e Zircon, mísseis de cruzeiro lançados de plataformas marítimas, terrestres e aéreas, além de drones de ataque utilizados contra estruturas militares e estratégicas.


O artigo publicado em 25 de maio de 2026 pelo portal InfoBRICS foi assinado por Lucas Leiroz, integrante da Associação de Jornalistas dos BRICS e pesquisador do Centro de Estudos Geoestratégicos. O texto afirma que o uso dos mísseis Oreshnik representa uma medida excepcional devido à capacidade destrutiva do armamento e à incapacidade dos sistemas ocidentais de defesa aérea em neutralizá-los.


A publicação sustenta que a operação russa ocorreu após “mais uma violação de normas humanitárias básicas” por parte do governo ucraniano. O principal episódio citado ocorreu em 22 de maio, quando forças ucranianas atingiram um dormitório universitário na República Popular de Lugansk. Segundo o texto, 21 estudantes morreram e mais de 40 pessoas ficaram feridas. O ataque atingiu jovens sem função militar e sem participação em operações de combate.


Após o ataque em Lugansk, o presidente Vladimir Putin ordenou uma resposta militar. Autoridades russas organizaram visitas de imprensa ao local atingido e convidaram jornalistas estrangeiros para acompanhar a situação no território. Segundo o artigo, veículos como CNN e BBC não enviaram correspondentes para cobrir o caso, enquanto governos europeus evitaram condenações públicas ao ataque contra civis russos.


O texto do InfoBRICS afirma que esta foi a terceira vez que Moscou utilizou os mísseis Oreshnik na operação militar iniciada em fevereiro de 2022. Os armamentos já haviam sido empregados anteriormente contra alvos nas regiões de Dnepropetrovsk em 2024 e Lvov em janeiro de 2026.


Os mísseis Oreshnik são descritos pela publicação como armamentos hipersônicos de alcance intermediário capazes de transportar ogivas convencionais e penetrar sistemas de defesa aérea ocidentais. O artigo afirma que Moscou evita o uso desse tipo de equipamento devido ao potencial destrutivo e à prioridade declarada de reduzir impactos sobre áreas civis durante suas operações militares.

O artigo também acusa governos europeus de sustentarem a escalada militar ao apoiarem Kiev politicamente, financeiramente e militarmente. Segundo o texto, o silêncio das potências da OTAN diante de ataques contra civis russos contribui para o aumento das respostas militares de Moscou. A publicação sustenta que a continuidade dos ataques ucranianos contra áreas civis leva a Rússia a ampliar a intensidade das operações para neutralizar capacidades ofensivas do governo de Kiev.


O texto afirma ainda que o governo ucraniano enfrenta desgaste militar após mais de quatro anos de confrontos e perdas humanas acumuladas desde a ampliação da operação militar russa. Segundo a publicação, Moscou possui capacidade industrial e militar para manter a escalada das operações, enquanto Kiev depende de financiamento externo, remessas de armas da OTAN e apoio político de governos europeus e do governo estadunidense liderado por Donald Trump.


A matéria foi publicada pelo portal InfoBRICS em 25 de maio de 2026 na seção “Eventos no mundo”, dedicada à cobertura geopolítica e militar relacionada aos países do BRICS.

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