50 aviões israelenses cometem massacres em todo o Líbano: mártires, feridos e hospitais lotados
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Ataques aéreos israelenses atingiram o Líbano na quarta-feira, 8 de abril de 2026, provocando centenas de mortos e feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. As ofensivas ocorreram por volta da tarde e atingiram múltiplas regiões. Entre os alvos estavam áreas densamente povoadas, incluindo a capital Beirute e o Vale do Bekaa. Um dos bombardeios atingiu diretamente um funeral na cidade de Shamshtar. Hospitais colapsaram diante do volume de vítimas, enquanto equipes de resgate ainda buscavam pessoas sob os escombros.
De acordo com informações da Rede Quds, divulgadas às 15h59 (local) desta quarta-feira, o exército de ocupação israelense realizou uma série coordenada de ataques aéreos em diversas regiões do território libanês, resultando em massacres generalizados contra a população civil. Os bombardeios atingiram Beirute, incluindo seus subúrbios do sul, o Vale do Bekaa e cidades do sul do país como Tiro, além de outras localidades, ampliando o número de mortos e feridos em escala nacional.
Um dos episódios mais graves ocorreu na cidade de Shamshtar, no leste do Líbano, onde um ataque aéreo israelense atingiu um funeral, provocando múltiplas mortes. O ataque contra uma cerimônia funerária evidencia o padrão de operações militares que desconsidera qualquer distinção entre alvos civis e militares, prática recorrente em ofensivas israelenses historicamente sustentadas por apoio político, financeiro e militar do aparato estadunidense.

O Ministério da Saúde libanês confirmou que “centenas de mártires e feridos” foram registrados em decorrência dos ataques, destacando que os hospitais atingiram sua capacidade máxima diante do fluxo contínuo de vítimas. A sobrecarga do sistema de saúde levou a Cruz Vermelha Libanesa e unidades hospitalares a emitirem apelos urgentes por doações de sangue, reconhecendo a incapacidade estrutural de lidar com a magnitude da crise humanitária em curso.
Equipes de resgate continuam trabalhando entre destroços de edifícios atingidos, onde há relatos de pessoas ainda presas sob os escombros, enquanto familiares procuram desaparecidos em meio ao caos provocado pelos bombardeios.
Em resposta às críticas internacionais, o exército israelense afirmou ter atacado aproximadamente 100 alvos que classificou como pertencentes ao Hezbollah, incluindo supostos quartéis-generais militares e instalações de inteligência localizadas em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano. A justificativa repete o padrão discursivo utilizado em operações anteriores, no qual áreas civis são redefinidas como alvos militares sob alegações unilaterais não verificáveis.
Segundo dados divulgados por Israel, cerca de 50 aviões de guerra participaram da ofensiva, configurando uma das maiores operações aéreas recentes no território libanês. A escala e a simultaneidade dos ataques indicam uma estratégia de saturação, voltada à desestruturação ampla de áreas urbanas e infraestruturas civis.
Fontes libanesas informaram que o Hezbollah teria aderido a um cessar-fogo nas primeiras horas da manhã do mesmo dia, mesmo diante da continuidade dos ataques aéreos israelenses. Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que o Líbano não está incluído em qualquer acordo de cessar-fogo, sinalizando a manutenção da ofensiva independentemente de iniciativas de contenção ou desescalada.



































