O Irã alerta que qualquer imprudência de Trump fará com que os preços do petróleo disparem
- www.jornalclandestino.org

- 6 de mai.
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O Irã afirma que ações hostis dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz podem elevar os preços do petróleo a níveis acima dos registrados em períodos anteriores. Uma fonte oficial iraniana atribui a escalada de tensões à política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à situação militar na região. O controle do estreito e os impactos no comércio global são apontados como fatores centrais na dinâmica dos preços internacionais.

Uma fonte oficial iraniana afirmou, em declaração à agência Al Mayadeen sob condição de anonimato, que qualquer ação hostil dos Estados Unidos em Ormuz provocaria impacto direto no mercado global de petróleo. A mesma fonte declarou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca elevar o preço do petróleo para produzir efeitos de desorganização econômica internacional, mesmo com impacto sobre a população estadunidense.
A fonte citou declaração atribuída a Trump segundo a qual o aumento dos preços do petróleo representa “um pequeno preço a pagar” para alcançar objetivos políticos. O relato acrescenta que essa posição indica intenção de confronto com o Irã. A fonte afirmou que a guerra iniciada pelo presidente dos Estados Unidos é fator de aumento dos preços globais do petróleo e de crises associadas.
O Estreito de Ormuz concentra passagem equivalente a cerca de um quinto do petróleo mundial. A fonte afirmou que o controle da passagem marítima está sob responsabilidade das Forças Armadas iranianas e que embarcações apenas atravessam sob protocolos definidos por Teerã. Navios retidos na região são apresentados como afetados por medidas ligadas ao contexto de tensão militar e bloqueios na rota marítima.
O preço do petróleo Brent alcançou 110 dólares por barril na terça-feira, 5 de maio de 2026, valor cerca de 50 dólares acima do registrado um ano antes, segundo dados citados no relatório. Na segunda-feira anterior, o preço ultrapassou 114 dólares após episódios de escalada envolvendo o Estreito de Gibraltar, ataques aos Emirados Árabes Unidos e incêndio em instalações petrolíferas no porto de Fujairah. O valor recuou para cerca de 109 dólares após declarações de Washington sobre cumprimento de cessar-fogo com o Irã.
A publicação registra que, desde o fim de fevereiro, em contexto descrito como agressão israelense-estadunidense, o Irã passou a exercer controle sobre o Estreito de Ormuz, permitindo passagem apenas a embarcações classificadas como não hostis e em conformidade com protocolos militares iranianos.
Em 5 de maio, o presidente dos Estados Unidos ordenou operações militares para romper o controle iraniano sobre o estreito e garantir passagem de navios comerciais. Em resposta, forças iranianas realizaram disparos de advertência contra embarcações estadunidenses. Em seguida, o presidente dos Estados Unidos recuou da operação após advertências emitidas por Teerã.
Declarações atribuídas ao parlamento iraniano indicam que novas medidas podem ser adotadas no Estreito de Ormuz, com impacto direto sobre a navegação militar e comercial. A posição iraniana afirma que a reabertura completa da rota depende do fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos desde 13 de abril.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica declarou que apenas a rota sob controle iraniano no Estreito de Ormuz é considerada segura e que qualquer desvio das condições estabelecidas será respondido militarmente.



































