"Bolsomaster se revela uma tremenda estrutura que lesou o país", afirma Maria do Rosário
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A reportagem do site Intercept Brasil divulgada em 13 de maio de 2026 aponta supostas negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. As mensagens citadas indicam tratativas financeiras relacionadas ao financiamento de um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro. O caso também alcança o senador Ciro Nogueira e amplia a disputa política no Congresso Nacional.

Segundo o material divulgado pelo Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro teria negociado valores de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar o projeto audiovisual “Dark Horse”, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações se baseiam em mensagens atribuídas aos envolvidos e somam-se a outro episódio citado na mesma investigação, que relaciona Ciro Nogueira ao escândalo envolvendo o Banco Master.
Em entrevista ao programa Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, a deputada federal Maria do Rosário afirmou que o caso reforça denúncias já em circulação e defendeu a mudança de nomenclatura do episódio. “O escândalo que a gente chama de ‘Bolsomaster’ revela uma tremenda estrutura baseada numa fraude no sistema financeiro que lesou o país, que atacou e achacou o Banco Central e que se valia do poder do Ciro Nogueira para manobrar decisões e garantir o aumento do Fundo Garantidor de Crédito”, declarou.
Maria do Rosário afirmou ainda que parlamentares ligados ao caso estariam perdendo sustentação política. “Estou vendo bolsonaristas pulando desse barco, de um barco que está sem capitão, porque o capitão está preso”, disse, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seguida, afirmou: “O lugar desses parlamentares não é o Congresso nacional, é a cadeia.”
A deputada declarou que a revelação afeta diretamente a condição de Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República e citou a possibilidade de substituição dentro do campo político ligado ao bolsonarismo. Ela afirmou que a substituição por outro nome não alteraria a estrutura do grupo político.
No mesmo contexto, Maria do Rosário afirmou: “O bolsonarismo é um castelo de cartas e elas são todas do mesmo naipe. Ou seja, não há diferença. Do ponto de vista de se valer da corrupção, de se beneficiar da corrupção e de ser parte não de uma família, mas de uma quadrilha, eu creio que Michelle e Flávio são da mesma família, todos estão no mesmo barco. O bolsonarismo vive uma crise.”
A parlamentar também afirmou que o episódio indica padrão de corrupção associado ao núcleo político citado e declarou: “Qualquer integrante dessa família também está marcado por benefícios que tenham recebido da corrupção. O Brasil precisa se livrar dessa extrema direita corrupta e que faz mal ao país.”
Maria do Rosário afirmou ainda que o caso pode ser incorporado a investigações em andamento envolvendo Flávio Bolsonaro. Ela mencionou a existência de inquérito e citou possibilidade de atuação da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, afirmando: “Já há um inquérito em curso [contra Flávio] e provavelmente esse episódio vai ser citado nisso. A prisão pode ser decretada imediatamente pelo STF, é possível, sim, a PGR pedir a prisão e ela ser decretada.”



































