O partido palestino Fatah elegerá seus líderes pela primeira vez em dez anos
- www.jornalclandestino.org

- há 1 hora
- 2 min de leitura
O movimento Fatah iniciou nesta quinta-feira a eleição de um novo comitê central pela primeira vez em dez anos. A votação ocorre enquanto o genocídio conduzido por Israel contra Gaza aprofunda a crise política palestina e amplia questionamentos sobre a direção da Autoridade Palestina. A conferência também ocorre sob pressão interna sobre o futuro político de Mahmoud Abbas, que permanece no comando do movimento após mais de duas décadas.

A conferência geral do Fatah reúne dirigentes e quadros do movimento durante três dias para definir a nova composição do comitê central, órgão responsável pelas decisões políticas da organização fundada por Yasser Arafat.
Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah, chega ao encontro aos 90 anos sem apresentar sucessor político definido. A disputa interna pelo controle do comitê central ganhou peso porque o órgão deve influenciar a sucessão dentro da Autoridade Palestina e definir a posição do movimento diante da crise política aberta pelo genocídio em Gaza e pela deterioração da situação na Cisjordânia.
Durante a abertura da conferência, Jibril Rajoub, secretário-geral do comitê central do Fatah, afirmou que o movimento enfrenta alguns dos “desafios mais sérios em nossa luta”. A declaração ocorre em meio à ampliação das operações israelenses em Gaza e ao aumento da pressão sobre estruturas políticas palestinas ligadas à Autoridade Palestina.
A conferência acontece em um cenário marcado pela dependência financeira e política da Autoridade Palestina em relação a potências ocidentais e mecanismos de coordenação estabelecidos após os Acordos de Oslo de 1993. O modelo criado pelos acordos patrocinados pelos Estados Unidos transferiu parte da administração civil palestina para a Autoridade Palestina, enquanto Israel manteve controle militar sobre fronteiras, espaço aéreo, circulação e expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada.
A eleição do novo comitê central ocorre enquanto Israel mantém operações militares em Gaza, amplia ataques na Cisjordânia e acelera projetos de colonização territorial apoiados por setores da extrema direita israelense integrados ao governo de Benjamin Netanyahu.



































