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O partido palestino Fatah elegerá seus líderes pela primeira vez em dez anos

O movimento Fatah iniciou nesta quinta-feira a eleição de um novo comitê central pela primeira vez em dez anos. A votação ocorre enquanto o genocídio conduzido por Israel contra Gaza aprofunda a crise política palestina e amplia questionamentos sobre a direção da Autoridade Palestina. A conferência também ocorre sob pressão interna sobre o futuro político de Mahmoud Abbas, que permanece no comando do movimento após mais de duas décadas.


Palestinos seguram bandeiras amarelas do movimento Fatah enquanto protestam em apoio às forças de segurança palestinas no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia, em 29 de dezembro de 2024. (Foto AP/Majdi Mohammed)
Palestinos seguram bandeiras amarelas do movimento Fatah enquanto protestam em apoio às forças de segurança palestinas no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia, em 29 de dezembro de 2024. (Foto AP/Majdi Mohammed)

A conferência geral do Fatah reúne dirigentes e quadros do movimento durante três dias para definir a nova composição do comitê central, órgão responsável pelas decisões políticas da organização fundada por Yasser Arafat.


Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah, chega ao encontro aos 90 anos sem apresentar sucessor político definido. A disputa interna pelo controle do comitê central ganhou peso porque o órgão deve influenciar a sucessão dentro da Autoridade Palestina e definir a posição do movimento diante da crise política aberta pelo genocídio em Gaza e pela deterioração da situação na Cisjordânia.


Durante a abertura da conferência, Jibril Rajoub, secretário-geral do comitê central do Fatah, afirmou que o movimento enfrenta alguns dos “desafios mais sérios em nossa luta”. A declaração ocorre em meio à ampliação das operações israelenses em Gaza e ao aumento da pressão sobre estruturas políticas palestinas ligadas à Autoridade Palestina.


A conferência acontece em um cenário marcado pela dependência financeira e política da Autoridade Palestina em relação a potências ocidentais e mecanismos de coordenação estabelecidos após os Acordos de Oslo de 1993. O modelo criado pelos acordos patrocinados pelos Estados Unidos transferiu parte da administração civil palestina para a Autoridade Palestina, enquanto Israel manteve controle militar sobre fronteiras, espaço aéreo, circulação e expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada.


A eleição do novo comitê central ocorre enquanto Israel mantém operações militares em Gaza, amplia ataques na Cisjordânia e acelera projetos de colonização territorial apoiados por setores da extrema direita israelense integrados ao governo de Benjamin Netanyahu.

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